
Lisboa, 07 fev 2020 (Lusa) — O secretário-geral do PCP salientou hoje que as mulheres “podem contar” com o partido “todos os dias”, e garantiu que os comunistas estão empenhados na defesa dos seus direitos “na lei e na vida”.
Numa mensagem publicada hoje, dia que antecede o Dia Internacional da Mulher, Jerónimo de Sousa garantiu que “as mulheres podem contar com o PCP neste 08 de março e todos os dias”.
“Em nome do Partido Comunista Português dirijo uma calorosa saudação à s mulheres nesta data tão marcante da luta pela sua emancipação”, arranca o lÃder.
O secretário-geral comunista assinalou que “as mulheres podem contar com o PCP na luta pela redução do horário de trabalho semanal das 35 horas para todos, assegurando o direito a tempo para trabalhar, tempo para a famÃlia, tempo para participar, no combate à precariedade, por mais emprego, pela igualdade salarial, pelo aumento geral dos salários e do salário mÃnimo nacional para 850 euros”.
O PCP está empenhado também “na defesa dos direitos das mulheres e dos casais terem os filhos que desejam, que seja cumprida a função social de maternidade e paternidade, na exigência de que a gratuitidade das creches para todas as crianças até aos três anos seja uma realidade, no direito de todas as mulheres a envelhecerem com direitos”, frisou.
“Sim, continuaremos a combater as falsas polÃticas de igualdade”, vincou Jerónimo de Sousa num vÃdeo em que se compromete igualmente com “a prevenção e o combate de todas as formas de violência sobre as mulheres no trabalho, na famÃlia e na sociedade”.
“O PCP afirma a responsabilidade de lutar pelo cumprimento dos direitos das mulheres na lei e na vida, como caminho incontornável da afirmação de uma polÃtica alternativa, a polÃtica patriótica e de esquerda que concretiza a elevação das condições de vida, de trabalho, a sua participação em igualdade em todos os domÃnios da sociedade, afrontando os preconceitos, promovendo a igualdade como as condições de progresso e democratização do paÃs”, prossegue.
Para o secretário-geral comunista, esta “não se trata de uma mensagem de circunstância ou de mera evocação de uma data instituÃda em 1910, trata-se de associar as comemorações deste dia ao reforço na luta organizada das mulheres, uma luta de todos os dias, contra a dupla exploração laboral, as desigualdades, discriminações e violência que as penalizam, pela construção das alternativas polÃticas transformadoras da sociedade que contribuam para a sua emancipação social”.
Defendendo que a manifestação nacional de mulheres, convocada pelo Movimento Democrático de Mulheres (MDM) para domingo, em Lisboa, “assume particular significado”, Jerónimo de Sousa disse que vai tomar “partido pelas trabalhadoras” e irá fazê-lo “combatendo fatalidades históricas e culturais, denunciando falsas polÃticas de igualdade”.
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