
Tóquio, 26 mar 2026 (Lusa) – As autoridades japonesas começaram hoje a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marÃtimo no Estreito de Ormuz.
Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolÃferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o paÃs começaria hoje a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolÃferas japonesas.
Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com paÃses produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.
O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o inÃcio da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustÃveis.
O Governo de Takaichi aprovou também subsÃdios à s petrolÃferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustÃvel ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).
Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse “possÃveis libertações coordenadas adicionais” de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.
Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus paÃses membros para compensar as perdas de abastecimento.
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