
São Paulo, Brasil, 01 dez (Lusa) – O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou hoje que a economia brasileira é prejudicada por causa de “uma polÃtica tacanha” que valoriza as questões ambientais e indÃgenas, recordando que a Europa pouco fez para preservar as suas florestas.
“Temos tudo para ser uma grande nação, mas por causa de uma polÃtica tacanha e mesquinha, que tem relevado a questão ambiental e indÃgena, continuamos a patinar na economia e nós temos que mudar isso aqui”, argumentou.
“Eu acredito na ciência, ponto final!… Agora, o que fez a Europa para manter as suas florestas? E querem dar a sua opinião aqui?”, disse Bolsonaro aos jornalistas, que o questionaram sobre as mudanças climáticas.
Bolsonaro criticou também o facto de anteriores governos brasileiros terem aceitado “de forma passiva e servil” indicações de paÃses estrangeiros para “a expansão ou demarcação das terras indÃgenas”.
Jair Bolsonaro falava à saÃda da cerimónia de investidura de oficiais na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, cidade no interior do Estado do Rio de Janeiro, onde se formou como paraquedista em 1977.
Bolsonaro reforçou suas crÃticas dos últimos dias ao Acordo de Paris, considerando que não é favorável aos interesses do paÃs e é contra as polÃticas ambientais nacionais, noticiou a agência espanhola Efe.
O Presidente eleito afirmou em outubro último, que não retiraria o Brasil do Acordo de Paris, sobre medidas contra o aquecimento global, depois de ter ameaçado fazê-lo durante a campanha presidencial, mas sentenciou hoje que a fiscalização ambiental, no seu Governo, mudará em relação ao modelo atual, que criticou duramente, segundo um jornal brasileiro.
Jair Bolsonaro toma posse como Presidente do Brasil no próximo dia 01 de janeiro, em BrasÃlia.
Para Bolsolnaro, “o grande problema”, que tem o Brasil e “que tem de ser visto com cautela, é que as polÃticas indÃgenas e ambientais não estão a trabalhar para” o paÃs, e sim “a favor dos interesses extraterritoriais brasileiros”.
“O Brasil é o paÃs que mais preserva o meio ambiente” e que em alguns Estados como Acre e Rondônia, localizados na Amazónia brasileira, a população local só pode usar em seu benefÃcio “cerca de 20%” da terra.
“Os 80%, não, e isso está errado”, disse.
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