
Jerusalém, 19 abr 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente argentino, Javier Milei, assinaram hoje em Jerusalém os chamados Acordos de Isaac, uma nova estrutura estratégica para reforçar a cooperação bilateral e alargar alianças na América Latina.
A iniciativa visa aprofundar os laços diplomáticos, comerciais, culturais e de segurança entre Israel e a Argentina, mantendo-se aberta à adesão de outros países da região que partilhem “valores da liberdade, da democracia e do Estado de Direito”, segundo Milei.
O chefe de Estado argentino criticou os governos de esquerda na América Latina, acusando-os de contribuírem para o declínio regional, e defendeu uma mudança apoiada pelos Estados Unidos.
No âmbito da visita, foram assinados memorandos de entendimento em áreas como Inteligência Artificial e transporte aéreo, com a participação do ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, e da ministra dos Transportes, Miri Regev.
Os acordos tecnológicos pretendem reforçar a cooperação em inovação e desenvolvimento conjunto num setor considerado estratégico por ambos os países.
Netanyahu enquadrou os Acordos de Isaac como uma extensão dos Acordos de Abraão, lançados com o apoio dos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump.
Ambos os líderes defenderam que a iniciativa pode dar origem a um novo eixo de cooperação internacional no espaço ocidental.
O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, elogiou a liderança dos dois dirigentes e sublinhou o apoio de Washington à iniciativa.
Durante a visita, Milei anunciou também o lançamento, a partir de novembro, do primeiro voo direto entre Buenos Aires e Telavive, que será operado pela companhia aérea israelita El Al.
Netanyahu afirmou que a nova ligação reduzirá o tempo de viagem e fortalecerá os laços entre os dois povos.
Milei reiterou o apoio do seu Governo a Israel e aos Estados Unidos e defendeu a criação de alianças internacionais baseadas em valores comuns, recordando ainda atentados ocorridos em Buenos Aires contra alvos judaicos, atribuídos pela Justiça argentina ao Irão.
Esta foi a terceira visita de Milei a Israel, num gesto que ambos os líderes apresentaram como sinal de proximidade estratégica entre os dois países.
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