
Jerusalém, 17 set 2025 (Lusa) — O exército de Israel atacou 150 alvos na cidade de Gaza nos últimos dois dias para apoiar as manobras das tropas na capital, anunciaram hoje os militares israelitas num comunicado.
“Nos últimos dois dias, as Forças Aéreas e os corpos de artilharia atacaram cerca de 150 alvos terroristas ao longo da cidade de Gaza, em apoio à s tropas que manobram na área”, afirmou o exército.
Só durante a noite de hoje, a aviação israelita bombardeou 50 posições em toda a Faixa de Gaza, a maioria na cidade de Gaza, informou o jornal The Times of Israel, segundo a agência de notÃcias espanhola EFE.
As forças armadas de Israel classificam como terrorista tudo o que está ligado à s milÃcias palestinianas ou, por vezes, aos indivÃduos palestinianos que atacam israelitas, mesmo sem terem qualquer ligação a grupos armados.
Um porta-voz militar assegurou em conversas prévias com a EFE que o exército pode considerar como “infraestruturas terroristas” habitações civis nas quais registaram o trânsito de indivÃduos ligados à s milÃcias.
“Na segunda-feira, o exército atacou uma instalação de produção de armas ligada ao quartel-general de produção do Hamas na zona da cidade de Gaza”, segundo o comunicado sobre as operações da última semana.
As forças armadas disseram que no edifÃcio atacado havia operacionais do grupo extremista Hamas que estavam a fabricar explosivos.
“Como resultado, foram identificadas explosões secundárias, indicando a presença de armas na instalação”, acrescentaram.
Um vÃdeo divulgado pelo exército mostrava o bombardeamento de uma torre na capital de Gaza.
As forças israelitas destruÃram nas últimas semanas os edifÃcios mais altos da cidade de Gaza, que à s vezes abrigavam refugiados.
Uma comissão independente da ONU, relatores de direitos humanos, organizações internacionais e um número crescente de paÃses classificam como genocÃdio a ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza, que causou cerca de 65.000 mortos.
A ofensiva seguiu-se aos ataques do Hamas em Israel em 07 de outubro de 2023, que provocaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.
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