
Dubai, 02 mar 2026 (Lusa) – As companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos anunciaram que esta tarde vão retomar alguns voos a partir do aeroporto internacional do Dubai, após o tráfego aéreo no Golfo Pérsico ter sido afetado pelo conflito na região.
O aeroporto internacional do Dubai e o Dubai World Central vão retomar um número limitado de voos, enquanto as companhias Emirates e Flydubai já anunciaram que começarão a operar a partir desta tarde, dando prioridade aos passageiros que tinham reservas nos últimos dias.
Segundo a agência de notícias EFE, o tráfego aéreo foi retomado gradualmente, mas ainda de forma muito reduzida no Golfo Pérsico, com voos principalmente a transitar pela Arábia Saudita.
Na Arábia Saudita, já há aviões a partir ou a chegar de cidades como Riade, Dammam ou Yeda, sendo que também Mascate (Omã) e Aden (Iémen) têm aviões a aterrar nos seus aeroportos, assim como a Jordânia.
O Qatar, o Bahrein e o Kuwait continuam sem retomar os seus voos e a companhia aérea Qatar Airways informou hoje que as suas operações continuam suspensas devido ao encerramento do espaço aéreo do Qatar.
Hoje, a Agência Europeia para a Segurança Aérea (AESA) prolongou até à próxima sexta-feira a duração do seu aviso às companhias aéreas para que não operem no espaço aéreo do Médio Oriente.
O risco para a aviação civil deve-se, principalmente, à atividade de sistemas de defesa aérea a vários níveis de altitude e ao lançamento de mísseis e outros tipos de armamento, o que acarreta o risco de erros de identificação e de cálculo ou de falha dos procedimentos de interceção.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
PYR // MSF
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