
Damasco, 30 ago 2023 (Lusa) – O ministro das Relações Exteriores do Irão condenou hoje um ataque aéreo israelita ao aeroporto internacional da cidade sÃria de Aleppo, ameaçando com uma retaliação.
Numa conferência de imprensa na capital sÃria, Damasco, onde iniciou uma visita de dois dias, o ministro iraniano Hossein Amirabdollahian ameaçou que “as práticas criminosas da entidade sionista [Israel] na região não permanecerão sem retaliação”.
Na segunda-feira, um ataque aéreo israelita danificou o aeroporto de Aleppo, colocando a pista fora de serviço.
O aeroporto foi alvo de vários ataques este ano, incluindo dois ataques em março, que também forçaram o seu encerramento.
Israel realizou nos últimos anos centenas de ataques contra alvos dentro de partes da SÃria controladas pelo governo, mas raramente reconhece ou discute este tipo de operações.
Frequentemente, os ataques têm como alvo forças militares sÃrias ou grupos apoiados pelo Irão.
Teerão tem sido um dos principais apoiantes do regime sÃrio desde que a revolta de 2011 se transformou numa guerra civil total e enviou milhares de combatentes apoiados para a SÃria, ajudando o Presidente Bashar al-Assad a manter-se no poder.
Israel tem como alvo aeroportos e portos marÃtimos nas partes da SÃria controladas pelo governo, numa aparente tentativa de impedir o envio de armas do Irão para grupos militantes apoiados por Teerão, incluindo o Hezbollah do LÃbano.
O responsável iraniano disse também hoje ter recebido uma mensagem do seu homólogo dinamarquês informando sobre os planos do governo de Copenhaga para propor uma lei que tornaria ilegal a profanação de qualquer livro sagrado na Dinamarca.
Uma recente série de profanações públicas do Corão no paÃs escandinavo por ativistas anti-Islão provocou manifestações violentas em paÃses muçulmanos.
“Saudamos esta medida e aconselhamos a Suécia e outros paÃses europeus a respeitarem as religiões e os livros sagrados”, disse Amirabdollahian, referindo-se ao outro paÃs escandinavo onde se têm registado manifestações anti-Islão.
Para os muçulmanos, a queima do Corão representa uma profanação do texto sagrado da sua religião.
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