
A Faculdade de Medicina de Harvard fez uma nova descoberta que levou quase uma década a ser concretizada. A faculdade afirmou ter encontrado uma chave que pode desvendar muitos dos mistérios da doença de Alzheimer e do envelhecimento cerebral. A solução pode ser o humilde metal lÃtio.
O lÃtio é mais conhecido na medicina como um estabilizador de humor administrado a pessoas com transtorno bipolar e depressão. Foi aprovado pela Food and Drug Administration dos Estados Unidos da América (EUA) em 1970, mas já era usado por médicos para tratar distúrbios de humor há quase um século.
Agora, pela primeira vez, os investigadores demonstraram que o lÃtio está naturalmente presente no corpo em pequenas quantidades e que as células precisam dele para funcionar normalmente. O lÃtio parece desempenhar também um papel fundamental na manutenção da saúde cerebral.
Num conjunto de experiências relatadas na revista Nature, os investigadores das universidades de Harvard e de Rush, em Chicago, descobriram que a redução do lÃtio na dieta de ratos normais causou inflamação e alterações no cérebro associadas ao envelhecimento acelerado.
Nos ratos que foram especialmente criados para desenvolver os mesmos tipos de alterações cerebrais que os humanos com doença de Alzheimer, uma dieta pobre em lÃtio acelerou a acumulação de proteÃnas pegajosas que formam placas e emaranhados no cérebro, caraterÃsticas da doença. Também acelerou a perda de memória.
Ao manter os nÃveis normais de lÃtio nos ratos à medida que envelheciam, os investigadores verificaram que a substância os protegeu das alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer.
O processo ainda não é definitivo, mas os investigadores referem que se pesquisas adicionais confirmarem as descobertas, esta descoberta poderá abrir caminho para novos tratamentos e testes de diagnóstico para a doença de Alzheimer. Para paÃses como o Canadá, onde a população idosa é cada vez maior, esta notÃcia traz esperança de um envelhecimento mais saudável!



