
Moscovo, 23 jun (Lusa) – O economista-chefe do banco pan-africano Afreximbank afirmou que Moçambique continuará a ser destino de investimento desde que o Fundo Monetário Internacional (FMI) permaneça no paÃs.
Comentando a crise financeira em que o paÃs mergulhou após a descoberta de dois milhões de dÃvidas escondidas, assumidas por empresas estatais, Hippolyte Fofack afirmou, em entrevista à Lusa à margem dos encontros anuais do banco que decorreram em Moscovo, que os investidores internacionais passaram a estar mais atentos a Moçambique, mas mantiveram os projetos em curso, graças à s garantias asseguradas por entidades internacionais.
“Quando o FMI está ainda atrás de um paÃs acho que devemos dar uma oportunidade e apoiar, porque o FMI assegura que a governação está de acordo com os padrões internacionais”, explicou o dirigente do banco pan-africano com sede no Cairo que tem como principal foco o financiamento e promoção do comércio e investimento no continente.
“A melhor forma de ajudar um paÃs não é fugir, mas sim ter uma polÃtica de crédito articulada com polÃticas públicas internacionais” salientou o economista-chefe do Afreximbank, que comparou Moçambique com a crise da dÃvida grega.
Na Grécia, houve “uma crise da dÃvida ligada a problemas de gestão fiscal”, mas o FMI e o Banco Mundial apoiaram e fiscalizaram todos os passos”, permitindo manter a confiança dos investidores.
O papel dessas organizações financeiras internacionais “é tão essencial que muitos investidores vão pacientemente esperar pelas consultas do FMI para avaliar se vão entrar ou sair de um paÃs”.
No caso de Moçambique, Fofack admitiu que a comunidade internacional não poderia sair e abandonar o paÃs.
Se isso acontecesse, seria criada “uma crise sistémica que pode tornar muito difÃcil um paÃs alguma vez recuperar”, afirmou.
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