
Pequim, 08 jun 2022 (Lusa) — As fortes chuvas e inundações ocorridas na provÃncia de Jiangxi, no centro da China, afetaram, até à data, mais de 800 mil pessoas, informou hoje a imprensa estatal.
As chuvas causaram danos em 80 cidades e vilas da provÃncia, que tem 45 milhões de habitantes.
Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, cerca de 32 mil pessoas foram retiradas pelas autoridades, entre 28 de maio e esta segunda-feira. Não foram relatadas mortes.
As autoridades locais estimam que as chuvas causaram danos em mais de 76 mil hectares de terras agrÃcolas e prejuÃzos no valor de 1.160 milhões de yuans (162 milhões de euros).
O governo provincial cancelou hoje o protocolo de resposta à s cheias, de nÃvel 4, que se mantinha em vigor, após o nÃvel de precipitação ter diminuÃdo.
No verão passado, inundações no centro da China, após chuvas de intensidade sem precedentes nas últimas décadas, causaram mais de 300 mortes, com bairros inteiros e estações de metro a ficarem submersas na provÃncia de Henan.
Durante a cobertura das inundações, jornalistas ocidentais foram assediados pela população local, depois de as contas oficiais do Partido Comunista Chinês (PCC) nas redes sociais terem apelado à s pessoas que “procurassem repórteres da BBC” e “alertassem as autoridades” quando os encontrassem.
Após uma investigação, o PCC concluiu, em janeiro deste ano, que o governo da cidade de Zhengzhou, capital de Henan, e outras agências locais foram “culpados de negligência e abandono do dever” e que “ocultaram ou atrasaram informações sobre pessoas mortas e desaparecidos no desastre”, informou na altura a Xinhua.
Song Lianchun, meteorologista do Centro Meteorológico Nacional, declarou no ano passado: “Não podemos dizer que um evento climático extremo seja causado diretamente pelas mudanças climáticas, mas, a longo prazo, o aquecimento global causa um aumento na intensidade e frequência desses eventos”.
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