
Cascais, 11 jul (Lusa) — O inspetor da Polícia Judiciária (PJ) acusado de desviar 200.000 euros durante buscas a uma residência em Cascais, no âmbito do processo “Rota do Atlântico”, em que José Veiga é um dos arguidos, conhece hoje o acórdão.
Nas alegações finais, o procurador do Ministério Público (MP) disse que Emanuel Briosa “deve ser condenado” a uma pena “não inferior a seis anos de prisão”, dando como provado a maioria dos factos da acusação, que teve origem numa denúncia anónima.
A defesa considerou, por seu lado, não haver provas para condenação, alegando que as confissões feitas pelo arguido, primeiro a uma colega da PJ, onde disse que se apoderou de 40.000 euros, e depois no primeiro interrogatório judicial, no qual confessou perante o juiz ter desviado 20.000 euros, foram obtidas de forma “ilegal e proibida”.
