
Redação, 11 jan 2022 (Lusa) — A inflação oficial do Brasil fechou o ano passado com uma subida de 10,06%, maior resultado desde 2015 (10,67%) e quase o triplo da meta definida pelas autoridades, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
O resultado ficou muito acima da meta de 3,75%, com o teto máximo de 5,25%, definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021.
O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo dos Transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) e o maior impacto, 4,19 pontos percentuais (p.p.), no acumulado do ano, segundo o órgão de estatÃsticas do Governo brasileiro.
“O grupo dos Transportes foi afetado principalmente pelos combustÃveis”, explicou num comunicado Pedro Kislanov, gerente da pesquisa de inflação do IBGE.
“A gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23% e foi influenciado também pela produção de açúcar”, complementou o especialista.
Também influenciaram fortemente o aumento dos preços no paÃs os segmentos de habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 (p.p.).
A subida dos preços medidos no grupo Habitação foi puxada pelo preço da energia elétrica.
“Ao longo do ano, além dos reajustes tarifários, as bandeiras foram aumentando, culminando na criação de uma nova bandeira de Escassez HÃdrica. Isso impactou muito o resultado de energia elétrica, que tem bastante peso no Ãndice”, explicou Kislanov.Â
No grupo Alimentação os maiores responsáveis pelos aumentos foram itens como o café moÃdo, que subiu 50,24%, e o açúcar refinado, com um crescimento de 47,87%.
Juntos, os grupos Transportes, Habitação, Alimentos e Bebidas responderam por cerca de 79% da inflação no Brasil em 2021.
Em dezembro de 2021, a inflação no paÃs sul-americano foi de 0,73%, 0,22 (p.p.) abaixo da taxa de 0,95% registada em novembro.
Segundo o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram subida de preços um dezembro face ao mês anterior.
No entanto, a inflação em dezembro de 2021 no Brasil ficou abaixo do Ãndice registado no mesmo mês de 2020 (1,35%).
CYR // JH
Lusa/Fim



