
A inflação no Canadá manteve-se nos 3% em agosto, sem alteração face ao mês anterior.
Os dados divulgados pela Statistics Canada ficaram em linha com as previsões dos economistas e poderão aliviar as expectativas de uma subida dos juros pelo Banco do Canadá em outubro.
A principal preocupação continua a estar nos preços da energia. O conflito no Médio Oriente contribuiu para a subida dos preços da gasolina, que aumentaram 22,8% face a agosto do ano passado. Ainda assim, foi uma subida inferior aos 25,7% registados em julho.
Sem contar com a gasolina, os preços no consumidor aumentaram 2,4%.
As rendas também ficaram mais caras, com uma subida de 2,8% face ao ano anterior. As viagens e as tarifas aéreas registaram igualmente aumentos, associados, entre outros fatores, aos custos mais elevados dos combustíveis.
Nos supermercados, há sinais de algum alívio. Os preços dos alimentos subiram 2,8% face a agosto do ano passado, abaixo da inflação geral e pela primeira vez desde julho de 2024.
A subida mais lenta dos preços dos produtos lácteos, da carne de porco, dos condimentos, das especiarias e dos vinagres contribuiu para esta desaceleração.
Também os preços do vestuário recuaram 1,1%.
Apesar destes sinais, os economistas sublinham que o custo de vida continua a representar um desafio para as famílias. A evolução da inflação e das taxas de juro dependerá, em grande parte, da duração dos preços elevados da energia.



