
Londres, 10 nov 2021 (Lusa) – A consultora Oxford Economics Africa vai rever em alta a inflação em Moçambique, para mais de 5,3%, devido ao aumento dos preços dos combustÃveis, avançando com um possÃvel aumento das taxas de juro pelo banco central.
“A inflação foi de 5,3% este ano, em média, até outubro, subindo face aos 3,1% durante o mesmo perÃodo do ano passado; a nossa projeção atual de 5,3% vai provavelmente ser revista ligeiramente alta devido à subida dos preços dos combustÃveis e à recente revisão do preço para o petróleo”, lê-se num comentário à evolução da inflação em Moçambique, que em outubro subiu para 6,4%, o nÃvel mais alto desde novembro de 2017.
Os preços dos combustÃveis foram aumentados entre 7 e 22% em outubro, “o que teve um efeito imediato e significativo na inflação através dos custos dos transportes e das utilidades domésticas”, afirmam os analistas na nota enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso.
“Estas subidas nos preços dos combustÃveis vão manter a inflação elevada e perto dos máximos de quatro anos nos próximos meses, o que aumenta a probabilidade de o Banco de Moçambique poder aumentar a taxa de juro de referência em 25 ou 50 pontos base a 17 de novembro”, data da próxima reunião do comité de polÃtica monetária, apontam os analistas.
Ainda assim, concluem, “o banco central deverá tolerar este nÃvel de inflação dado que a taxa de câmbio do metical está estabilizada e os preços do petróleo vão começar a descer no princÃpio do próximo ano, pelo que o nosso cenário base é de manutenção da taxa de juro de referência até ao final de 2022, pelo menos”.
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