Infecções raras aumentam no Canadá e especialistas alertam para vacinação.

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A doença meningo-cócica invasiva está a aumentar no Canadá, atingindo o nível mais elevado desde 2012. Em 2025, registaram-se pelo menos 155 casos, mais do que o dobro dos 74 de 2022. Já este ano, dezenas de novas infeções foram identificadas em várias províncias, confirmando a tendência de crescimento.

Trata-se de uma infeção grave causada pela bactéria Neis-seria meningi-tidis, que pode evoluir rapidamente para meningite ou infeção no sangue. A taxa de mortalidade ronda os 14 por cento e muitos sobreviventes ficam com sequelas permanentes, como perda de audição, amputações ou défices neurológicos. Bebés e jovens adultos estão entre os grupos mais vulneráveis.

A bactéria pode estar presente sem sintomas em cerca de 10 por cento da população e transmite-se por contacto próximo. Em casos raros, entra na corrente sanguínea e provoca doença grave. Algumas regiões, como Manitoba, registam surtos associados a variantes específicas, enquanto Ontário e Quebec também apresentam aumento de casos e mortes.

A cobertura vacinal diminuiu nos últimos anos, deixando menos crianças e jovens protegidos. As autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua a ser a forma mais eficaz de prevenção.

Os sintomas podem surgir de forma discreta, com febre, dor de cabeça ou náuseas, mas podem agravar-se rapidamente, com rigidez no pescoço, confusão, sensibilidade à luz ou erupções cutâneas. Perante estes sinais, a recomendação é clara: procurar assistência médica imediata, já que a rapidez no diagnóstico e tratamento pode salvar vidas.