Incêndios: GNR reforça presença no terreno com equipas de outras valências

Lisboa, 02 jul (Lusa) — A GNR reforçou o dispositivo de vigilância de incêndios, com recurso aos 230 postos de vigia e a 147 torres de videovigilância, assim como a patrulhamento móvel, incluindo equipas do trânsito e da investigação criminal nesta tarefa.

“O número de patrulhas regulares diário é 280, ao qual somamos um conjunto de outras valências, como o trânsito, investigação criminal e até, inclusive, algumas patrulhas da Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras, o que pode totalizar até 350 diárias”, disse à agência Lusa o coronel Ricardo Alves, da GNR, à margem de uma conferência de imprensa na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A GNR tem também no ar três a quatro drones (equipamentos não tripulados) para locais onde há suspeitas de práticas ilegais de ignição de incêndios.

“Utilizamos com recurso a investigação criminal”, disse o responsável da GNR, acrescentando que os sistemas de videovigilância, por seu lado, são usados para monitorizar “áreas com particular interesse” e com “risco de incêndio associado”.

A GNR guarnece ainda “todos os meios heli dedicados ao ataque inicial” de fogos, uma função à qual tem mil elementos associados, em regime de escala, referiu.

As Forças Armadas têm também equipas no terreno em ações de sensibilização da população e meios aéreos a sobrevoar o território, em missões de vigilância.

Ao fazer um balanço da situação no terreno em termos de incêndios, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indicou que estão empenhados dois helicópteros da Força Aérea no incêndio de Vouzela, que continua a lavrar numa zona “bastante complexa”.

Entre a meia-noite e as 15:00 de hoje, verificaram-se 62 ocorrências, algumas durante a noite, segundo a mesma fonte.

O combate a estes fogos envolveu 1.995 operacionais, 537 meios terrestres 61 meios aéreos.

“A janela de oportunidade que durante a noite diminui a severidade dos incêndios, esta noite e na próxima, vai ser extremamente reduzida”, avançou o comandante, com base nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Na conferência de imprensa realizada na ANEPC participaram todos os agentes de proteção civil envolvidos no combate aos incêndios e à onde de calor.

O Governo decretou situação de alerta, que vai vigorar das 00:00 de sexta-feira às 23:59 de segunda-feira, devido ao “significativo agravamento do risco de incêndios rurais”.

AH // CMP

Lusa/fim