
Odemira, Beja, 19 set 2022 (Lusa) — O incêndio que deflagrou no domingo no concelho de Odemira (Beja) entrou hoje à tarde em fase de rescaldo, tendo consumido “uma área estimada em cerca de 200 hectares”, revelou o comandante das operações.
Em declarações à agência Lusa, LuÃs Oliveira, que é hoje o comandante das operações de socorro no local, indicou que o fogo, dominado durante a madrugada, ainda teve hoje uma reativação, resolvida com intervenção de uma aeronave”, e o sinistro foi considerado como estando “em fase de rescaldo por volta das 15:30”.
“O perÃmetro do incêndio encontra-se em consolidação de rescaldo e vigilância ativa. Temos alguns pontos quentes [aos quais] estamos a fazer face com apoio de três máquinas de rasto para abertura de caminhos”, realçou.
Segundo o responsável das operações e também comandante da corporação de Bombeiros de Odemira, as chamas consumiram “uma área estimada em cerca de 200 hectares”,
Os combustÃveis predominantes para as chamas foram “pinheiros, eucaliptos, sobreiros e mato”, acrescentou.
O incêndio provocou “danos, principalmente exteriores” numa casa de segunda habitação, adiantou, indicando ainda que as 16 pessoas que foram retiradas das suas casas, por precaução, devido ao fogo, “já regressaram à s habitações”.
No domingo, uma fonte do Comando Territorial de Beja da GNR precisou à Lusa que tinha sido “evacuado um total de oito residências”, sendo retiradas “16 pessoas”, das quais “10 moradores e seis turistas”.
Outros 15 turistas saÃram, por decisão própria, de um turismo rural da zona, disse, então, o presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro.
Hoje, também em declarações à Lusa, o autarca afirmou que “a fase de rescaldo do incêndio está a ser feita com cuidados acrescidos”, por causa da existência de “pontos quentes e de muito vento”, que já provocaram “um pequeno reacendimento”, entretanto resolvido.
O autarca confirmou a estimativa de “à volta de 200 hectares” queimados e revelou que já foi iniciada a avaliação dos danos, sobretudo na área da floresta, onde foram destruÃdos “um pinhal, um eucaliptal e também algumas vedações e parqueamento de animais”.
“Onde começou o incêndio há uma boa zona de medronhal e é natural que existam também aà prejuÃzos”, acrescentou.
O alerta para o incêndio, que deflagrou na zona de Medronheira, na freguesia de São Teotónio, Odemira, foi dado às 12:05 de domingo, tendo o fogo sido considerado dominado às 02:25 de segunda-feira.
SM (RRL/JMC) // RRL
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