
Le Porge, França, 23 jul 2026 (Lusa) – Incêndios florestais violentos estão a consumir várias regiões do Sul da Europa e em França, milhares de pessoas foram retiradas hoje de uma região turÃstica no Sudoeste por causa de um fogo, agora “contido”, ter percorrido 3.400 hectares. Â
De origem provavelmente acidental, este incêndio em França, que começou na quarta-feira ao inÃcio da tarde, obrigou, por prevenção, as autoridades a retirarem mais de 20.000 pessoas na área da floresta das Landes de Gascogne, perto da bacia de Arcachon, uma região já afetada por fogos violentos no verão de 2022. Â
A Comissão Europeia anunciou hoje o envio de três aviões de combate a incêndios para ajudar a combater o incêndio, após “a ativação pela França do mecanismo de proteção civil da UE”, segundo a comissária europeia Hadja Lahbib. Â
Segundo a presidente da câmara de Gironde, Sophie Brocas, “o fogo ainda não está estabilizado”, mas hoje ao final da tarde estava “contido a norte do municÃpio de Lège”, que conta com 8.000 residentes permanentes mas atrai dezenas de milhares de turistas durante o verão.
Nenhuma vÃtima foi registada até ao momento e apenas uma casa isolada foi destruÃda, três outras foram parcialmente atingidas pelas chamas e uma caravana queimou-se, segundo o último balanço.
 “Os guardas vieram bater à porta de todas as casas. O fogo estava a cerca de 500 metros”, contou hoje à agência de notÃcias francesa AFP Patrick Martineau, 69 anos, um morador.
“Estamos um pouco assustados e custa-nos a acreditar! É surreal. Quando comprámos aqui [casa], há seis anos, não pensávamos no risco de incêndio”, acrescentou.
 Cerca de 700 bombeiros estão mobilizados contra as chamas, apoiados por dezenas de militares e guardas.
Segundo várias fontes ouvidas pela AFP, o fogo terá sido provocado por uma máquina de desbaste.
As autoridades privilegiam a hipótese de acidente e a câmara proibiu “todos os trabalhos florestais que utilizem motores térmicos” no departamento até novo aviso.
Quarta-feira, ainda estavam autorizados até às 13:00 locais (11:00 GMT).
Em França, outro incêndio, que começou na terça-feira ao meio-dia num campo, está a afetar o departamento do Var (sudeste), tendo percorrido cerca de 2.500 hectares e “permanece estável”, segundo o prefeito Simon Fabre, que autorizou na manhã de hoje as 400 pessoas que foram retiradas a regressarem à s suas casas.
No sul de Itália, dezenas de fogos florestais e de vegetação, alimentados pelo vento quente, estão a causar estragos, especialmente na SicÃlia, onde cerca de cem habitantes e 22 pacientes de uma clÃnica no centro da ilha também tiveram que ser retirados na quarta-feira, segundo os bombeiros.
Em Espanha, a maioria dos habitantes retirados das suas localidades na quarta-feira à noite, após o inÃcio de um incêndio a cerca de 70 quilómetros a sudoeste do centro de Madrid, já puderam regressar à s suas casas, anunciaram hoje os serviços de emergência espanhóis.
Mas, vários eixos rodoviários permaneciam cortados na manhã de hoje.
Três bombeiros morreram nos últimos dias, dois em França e um em Itália, provocando uma forte emoção.
Nesta fase, 2026 situa-se em segundo lugar em áreas queimadas em toda a União Europeia nas últimas duas décadas de medidas, de acordo com dados de satélite do sistema Effis analisados pela AFP. Mas é o pior ano em França, e um dos piores em Espanha e em Itália.
ATR // RBF
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