
Lisboa, 17 abr 2019 (Lusa) – Portugal é notÃcia em vários meios de comunicação internacionais, com as consequências da greve dos motoristas de matérias perigosas a ser tÃtulo em órgãos de comunicação do Reino Unido, Espanha, Estados Unidos e França.
“Greve de motoristas de camiões-cisterna desencadeia ‘crise energética’ em Portugal”, noticia hoje a edição online do Financial Times.
O jornal britânico escreve que “o governo português implementou medidas de emergência para salvaguardar o abastecimento de combustÃvel para ambulâncias, aeroportos, bombeiros e outros serviços crÃticos, quando a greve de motoristas de camiões-cisterna entrava no terceiro dia”.
“Crise energética de Portugal agrava-se com o arrastar da greve dos motoristas de camiões-cisterna de combustÃveis”, noticia também a Reuters.
“A escassez de energia em Portugal intensificou-se esta quarta-feira, com a greve dos motoristas a entrar no terceiro dia, no pior tumulto industrial do mandato de quatro anos do governo socialista”, escreve a agência de notÃcias.
A greve dos motoristas de matérias perigosas em Portugal também é notÃcia na BBC: “Escassez de combustÃvel em Portugal com greve dos transportadores”, noticia a cadeia britânica no seu site, onde escreve que “os postos de combustÃveis estão a ficar secos em todo o paÃs, apenas alguns dias depois dos motoristas terem começado uma greve nacional devido aos salários e condições” de trabalho.
O The Independent noticia que “a greve de combustÃvel atinge passageiros e condutores no inÃcio da corrida das viagens de Páscoa”.
Já o The Sun alerta na sua edição online que “os britânicos que se dirigem para Portugal podem ver os seus voos cancelados ou desviados porque os aeroportos locais estão a ficar sem combustÃvel”.
E o jornal britânico indica ainda que “os passageiros que viajaram com a EasyJet e a Ryanair já foram afetados por voos desviados ou cancelados”.
O jornal online espanhol El Mundo também noticia que “a greve de transportadores paralisa Portugal e põe em risco as deslocações da Semana Santa”, acrescentando que “metade dos postos de combustÃvel portugueses estão secos e o preço disparou onde ainda há combustÃvel”.
O The New York Times escreve hoje que os “postos de combustÃveis portugueses estão a ficar secos”, com uma notÃcia da Associated Press, em que indica que “a greve de cerca de 800 motoristas de materiais perigosos provocou uma corrida para encher depósitos, encerrando centenas de postos de combustÃvel”.
Ainda na terça-feira, o francês Le Figaro noticiou que o governo socialista de Portugal recorreu à requisição civil de transportadores de combustÃvel para fazer face à greve dos motoristas de matérias perigosas, “cuja greve levanta o risco de escassez em todo o paÃs, em particular nos aeroportos”.
A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou à s 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional especÃfica.
Na terça-feira, gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustÃveis, provocando o caos nas vias de trânsito.
O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mÃnimos e adiantou que o abastecimento de combustÃvel está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.
Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mÃnimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mÃnimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.
Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do paÃs para que os camiões com combustÃvel possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.
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