
A saída de Justin Trudeau e a suspensão do Parlamento lançam dúvidas sobre a proposta de aumentar o imposto sobre mais-valias. A medida, anunciada no orçamento de abril, previa que dois terços das mais-valias fossem tributados, em vez de metade.
A proposta aplicava-se a pessoas com rendimentos superiores a 250 mil dólares em mais-valias. No entanto, o Parlamento foi encerrado sem que a legislação fosse aprovada, devido a um impasse entre os liberais e os conservadores.
O atual cenário político cria incerteza para os contribuintes. Segundo especialistas, o Canadá pode começar a cobrar os impostos com base numa regra temporária, mesmo sem aprovação legislativa.
Empresários temem que a medida dificulte o investimento e prejudique o setor tecnológico. Para os críticos, a proposta desincentiva o risco e a inovação, empurrando talento e capital para fora do Canadá.
A Agência de Receitas do Canadá não esclareceu como vai tratar as declarações fiscais de 2024. Sem a legislação aprovada, os contribuintes podem ser aconselhados a pagar o imposto extra para evitar juros.
Face ao futuro político incerto, a proposta pode nunca avançar. O Parlamento retoma os trabalhos a 24 de março.
