
Arruda dos Vinhos, Lisboa, 13 fev 2026 (Lusa) – A presidente da IL pediu hoje ao Governo que declare situação de calamidade no concelho de Arruda dos Vinhos e recusou novas comissões parlamentares ou independentes sobre as tempestades por considerar que é preciso “passar do diagnóstico à ação”.
“Arruda foi profundamente afetada. Há 28 estradas em que não se consegue circular. Há mais 13 que estão condicionadas. E há aqui um problema que é a indefinição que estas pessoas sentem por conta de não ter sido decretada ainda a situação de calamidade e haver muitas dúvidas sobre como obter os apoios que estão previstos”, enfatizou, em declarações aos jornalistas, em Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, uma das zonas afetadas pelo mau tempo.
Mariana Leitão falava na estrada do Lapão, que ficou destruída devido à passagem do mau tempo, pediu ao Governo que clarifique as condições em que pessoas e empresas serão apoiadas, pedindo ao executivo “um foco muito grande na reconstrução de Arruda”, bem como nas restantes regiões afetadas.
“Deve ser esse o foco. Deve ser uma reconstrução rápida, mas com as garantias de salvaguarda e de segurança necessárias. Porque o país foi profundamente afetado, Arruda foi profundamente afetada, mas agora é preciso pensar no futuro e em como é que reconstruímos estas zonas e o fazemos de forma célere”, defendeu.
Questionada sobre a proposta do PSD para a formação de uma comissão parlamentar eventual sobre Prevenção e Combate às Catástrofes Naturais, a líder da IL disse haver já centenas de grupos de trabalho, comissões e relatórios e que “os diagnósticos estão todos feitos”.
Para Mariana Leitão, “o que é preciso é vontade política para passar do diagnóstico à ação” e “aí há muito trabalho a fazer por parte do Governo”.
A presidente da IL recordou a comissão eventual sobre os incêndios proposta pelo PSD na legislatura passada que, depois da última dissolução do parlamento, “foi extinta e nunca mais ninguém falou nela”.
Sobre a comissão técnica independente sobre a passagem da depressão Kristin sugerida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Mariana Leitão reiterou que é preciso agir.
“Se há dúvidas sobre alguma ação que tenha de ser tomada, que se tirem as dúvidas, mas acima de tudo, o grande objetivo, aquilo que falta muitas vezes no nosso país, é passar do pensamento, dos diagnósticos e dos relatórios para a ação”, pediu.
Mariana Leitão foi também questionada sobre a proposta do Chega para a constituição de uma “comissão de acompanhamento e verificação” de nomeações para a administração pública e considerou que é difícil fazer esse acompanhamento, mas sublinhou que “é essencial acabar com a cultura dos tachos” a começar nas nomeações políticas.
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