
Almada, Setúbal, 26 jul 2025 (Lusa) — A lÃder da IL considerou hoje difÃcil antecipar consensos à direita sobre a lei da greve porque “não se percebe bem a posição do Chega” sobre o assunto, recordando que defendeu o direito à greve nas forças de segurança.
Em declarações à agência Lusa antes de um jantar com candidatos autárquicos na Charneca de Caparica, concelho de Almada, Mariana Leitão reagiu ao desafio lançado esta sexta-feira pelo lÃder do Chega, André Ventura, para que haja um “consenso alargado” à direita para alterar a lei da greve.
“A minha dúvida em relação a essa questão é que não se percebe bem a posição do Chega quanto à matéria”, respondeu Mariana Leitão, frisando que o Chega já defendeu, no passado, que as forças de segurança façam greve.
“Nós aà temos uma visão completamente diferente, considerando que é a segurança das pessoas também que está em causa e que uma eventual lei da greve nessas forças de segurança podia trazer problemas graves para a segurança e bem-estar das pessoas no paÃs”, referiu.
Mariana Leitão considerou assim que, “como nunca se sabe muito bem o que esperar do Chega, é difÃcil antecipar esses consensos agora”.
No entanto, Mariana Leitão defendeu que “devem ser feitas melhorias à greve” para que sejam garantidos serviços mÃnimos e as pessoas não estejam “dependentes dos interesses que estão estabelecidos em algumas estruturas sindicais, muitas vezes polÃticos”.
“Não pode haver aqui um conflito entre o direito à greve e o direito à s pessoas terem acesso aos serviços, que é o que se verifica hoje em dia”, defendeu, ressalvando que “não está em causa o direito à greve”, mas é preciso garantir que esse direito “não impacta da forma negativa que tem impactado na vida das pessoas”.
Mariana Leitão considerou que o problema atual de Portugal é que, como os serviços públicos “funcionam mal, estão dependentes de horas extraordinárias”, que “não são alvo de serviços mÃnimos que estão estabelecidos na lei”.
“É óbvio que é preciso também fazer as adaptações de forma a garantir que há serviços mÃnimos, independentemente de ser greve à s horas extraordinárias ou outro tipo de greve, mas que há esses serviços mÃnimos para não prejudicar as pessoas”, disse.
Esta sexta-feira, o lÃder do Chega manifestou-se disponÃvel para um “consenso alargado” com PSD, IL e CDS para alterar a lei da greve, defendendo que é preciso equilibrar o direito à greve com a garantia de funcionamento dos serviços públicos.
“Nós gostarÃamos de, antes de se mexer na lei [da greve], criar um consenso o mais alargado possÃvel sobre os tópicos e os pontos em que é preciso mexer na lei”, afirmou André Ventura em declarações aos jornalistas à chegada à Quinta Monte Redondo, em Sintra, para participar numa sessão de apresentação de candidatos autárquicos.
O lÃder do Chega considerou que há um conjunto de medidas que são consensuais entre os partidos de direita sobre a lei da greve, designadamente que “os serviços públicos, como os transportes, não podem parar discricionariamente e as pessoas ficarem sem transportes”.
Outra das matérias que considerou ser consensual é que quem tem passes, seja da Carris ou da CP, “não pode simplesmente ficar sem serviço” e deve ser ressarcida pela interrupção do serviço em caso de greve.
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