
Lisboa, 02 dez 2024 (Lusa) – O lÃder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, considerou hoje que, se o almirante Henrique Gouveia e Melo decidir candidatar-se à s presidenciais, Portugal perderá “um bom militar”, mas considerou extemporâneo abordar já essas eleições.
“Vemos o almirante Gouveia e Melo a aparecer com uma posição mais favorável [nas sondagens para as presidenciais] e o comentário que eu posso fazer, quer à sondagem, quer a isso, é que provavelmente o paÃs vai perder um bom militar, e isso não me parece que seja desejável, mas é uma opinião que o próprio terá de tomar”, afirmou Rui Rocha em declarações aos jornalistas à frente da embaixada da Argentina, em Lisboa, após uma reunião com o novo embaixador no paÃs, Federico Alejandro Barttfeld.
Questionado se a IL pretende avançar com um candidato próprio à s presidenciais, Rui Rocha defendeu que essa discussão “é algo extemporânea”, salientando que “ainda não há propriamente candidatos apresentados, há possibilidades de candidatos”.
“A IL pronunciar-se-á no momento certo. O que eu posso dizer é que creio que há toda a vantagem em apresentar, também nas eleições presidenciais, uma visão para o paÃs que seja liberal, também ela focada no crescimento económico, numa sociedade liberta das amarras de um Estado excessivo e que consome recursos” frisou.
No entanto, Rui Rocha recordou que a IL tem uma Convenção Nacional marcada para o próximo dia 01 e 02 de fevereiro, em que será eleita uma nova direção, e referiu que quer deixar como legado para a próxima Comissão Executiva do partido “total autonomia estratégica da IL para todas as eleições”.
“Para as autárquicas, para as presidenciais, para as legislativas, para as regionais. É um legado importante. A IL tem toda a autonomia para decidir, em cada uma dessas eleições o que deve acontecer”, salientou.
O lÃder da IL defendeu que “o que é que importante é que essa autonomia estratégica seja investida depois em candidatos que possam corporizar essa visão de uma sociedade aberta, mais justa, mais livre, com crescimento económico e prosperidade para os portugueses”.
Interrogado em que ponto está a sua reflexão sobre se se recandidata à liderança da IL, Rui Rocha disse que está “num ponto bom” e prometeu comunicá-la aos militantes do partido até ao final do ano.
Nestas declarações aos jornalistas, Rui Rocha foi ainda questionado se considera que o facto de o Ministério Público investigar o protesto do Chega na Assembleia da República, após a apresentação de uma queixa anónima, é uma boa forma de responsabilizar o partido.
Na resposta, o lÃder da IL disse que a melhor maneira de “ver essas questões é confiar nos portugueses”.
“Os portugueses avaliarão, tomarão as suas decisões polÃticas. Nestas matérias, as questões legais são as que menos importam e não me vou pronunciar sobre isso. Os tribunais decidirão aquilo que entenderem. Eu confio na avaliação dos portugueses”, referiu.
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