
Nova Iorque, 25 set 2025 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria defendeu hoje na Assembleia Geral da ONU a posição de Budapeste, assente no lema “nem guerra, nem migração, nem género”, perante um mundo que classificou no pior nÃvel de segurança desde 1945.
“O enfoque da Hungria hoje perante os grandes desafios do mundo é o seguinte: nem guerra, nem migração, nem género”, declarou Szijjarto, num discurso em que alertou para ameaças como a propagação do extremismo, conflitos étnicos e a degradação da segurança global.
O chefe da diplomacia húngara manifestou-se a favor da “conectividade” entre paÃses, citando França, Alemanha, Rússia e China, em nome de “uma cooperação civilizada entre o leste e o oeste”.
Como prioridade, destacou a necessidade de alcançar a paz na Ucrânia, lembrando que a Hungria tem “sofrido diariamente as consequências desta guerra” com a chegada de 1,3 milhões de refugiados e uma inflação que disparou os preços da energia.
“Temos de trabalhar todos os dias para ficar à margem da guerra, apesar das tentativas de nos arrastarem para ela”, afirmou, denunciando “ataques polÃticos, acusações e estigmatização” contra a posição do seu paÃs.
Szijjarto atribuiu essas crÃticas a “paÃses europeus”, apontando a União Europeia e acusando Bruxelas de ter seguido “uma estratégia fracassada”. O ministro considerou que o regime de sanções “não cumpriu as expetativas e causou mais danos à economia europeia do que à russa”, ao mesmo tempo que “centenas de milhares de milhões de euros chegaram à Ucrânia em dinheiro e em armas”.
“Se tivessem apoiado conversações de paz, poderiam ter salvado a vida de milhares de pessoas e evitado ondas de refugiados e destruição”, disse, elogiando o papel do Presidente norte-americano, Donald Trump, a quem chamou “a única esperança para conseguir a paz na Ucrânia”, apesar de crÃticas de lÃderes europeus.
O governante reafirmou também a rejeição da polÃtica migratória europeia, defendendo o encerramento das fronteiras após a entrada de “400 mil imigrantes ilegais, pessoas agressivas” que, segundo disse, entraram no paÃs “à força, recusando cooperar” com as autoridades.
“Preferimos pagar um milhão de euros por dia a não permitir a entrada de imigrantes ilegais no nosso paÃs, do que alterar essa estratégia”, declarou.
Na sua intervenção, identificou ainda como ameaça “uma corrente liberal extrema que ataca a famÃlia”, sublinhando a polÃtica fiscal do Governo em apoio à s famÃlias e rejeitando qualquer estrutura que não seja composta por um pai e uma mãe de sexo biológico.
“O nosso objetivo é tornar a Hungria grande outra vez”, concluiu, apropriando-se do lema polÃtico com que Donald Trump chegou à Casa Branca.
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