
Lisboa, 06 mar 2020 (Lusa) – O empresário Humberto Pedrosa, que detém 50% do consórcio Atlantic Gateway, garante estar “empenhado na recuperação” da TAP, rejeitando estar em negociações para alienar a sua participação na companhia aérea.
“Não existem negociações com qualquer entidade no sentido de alienar a minha posição de 50% na Atlantic Gateway, que controla 45% da TAP”, disse o empresário Humberto Pedrosa à agência Lusa, quando questionado sobre a sua continuidade como acionista do grupo.
“Não estou vendedor da minha posição na Atlantic Gateway”, reforçou ainda à Lusa, acrescentando que o seu “interesse na TAP é como empresário e não como investidor financeiro”.
A imprensa tem noticiado nos últimos dias que o acionista privado da TAP, o consórcio Atlantic Gateway, está em negociações para a venda da posição na companhia aérea.
“Reafirmo toda a disponibilidade e empenho na afirmação da TAP como companhia internacional de referência e na sua recuperação económica e financeira”, disse Humberto Pedrosa, um dia depois da companhia aérea ter anunciado o cancelamento de cerca de 1.000 voos até abril, devido ao impacto que o surto de Covid-19 está a ter nas reservas da empresa, e medidas para compensar esta perda de receitas.
O Grupo TAP registou prejuÃzos de 105,6 milhões de euros em 2019, uma melhoria de 12,4 milhões de euros face à s perdas de 118 milhões registadas em 2018 pela companhia aérea.
Os acionistas da TAP são públicos e privados, sendo que 50% está nas mãos da Parpública, sociedade que detém as participações do Estado, e 45% nas mãos do consórcio Atlantic Gateway, detido, então, por Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, e pelo empresário David Neeleman. Os restantes 5% do capital estão nas mãos dos trabalhadores.
MSF // JNM
Lusa/Fim



