Hotéis de Macau fixam novo recorde com 14,6 milhões de hóspedes em 2025

Macau, China, 30 jan 2026 (Lusa) – Os estabelecimentos hoteleiros de Macau fixaram um novo recorde de hóspedes em 2025, com quase 14,6 milhões, mais 1% do que o anterior máximo, atingido no ano anterior, foi hoje anunciado.

De acordo com dados oficiais da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), os hotéis e pensões da região acolheram mais pessoas, apesar do número de quartos ter caído para 45 mil no final de dezembro, menos 200 do que um mês antes.

A ocupação média dos estabelecimentos hoteleiros de Macau aumentou 3,1 pontos percentuais para 89,4%, o valor mais elevado desde 2019, antes da pandemia.

No final de dezembro, o território tinha 147 hotéis e pensões, mais um do que no ano passado e o número mais elevado desde que a DSEC começou a compilar estes dados, em 1997, ainda antes da transição de administração de Portugal para a China.

Um fator que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte de 3,5%, para 1.353 patacas (144 euros), nos preços médios em 2025, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais.

Segundo o relatório, divulgado pela Direção dos Serviços de Turismo na semana passada, a descida deveu-se sobretudo aos hotéis de cinco estrelas, cujo preço médio caiu 5%, para 1.514 patacas (161 euros).

No caso de dezembro, os preços médios dos quartos caíram ainda mais, 4,7%, para 1.392 patacas (148 euros), em comparação com igual mês de 2024, também devido a uma diminuição de 6,2%, para 1.552 patacas (165 euros), nos hotéis de cinco estrelas.

Com os quartos mais baratos, os estabelecimentos hoteleiros de Macau tiveram 90,4% dos quartos ocupados no mês passado, o valor mais elevado para dezembro desde antes da pandemia de covid-19.

Os estabelecimentos hoteleiros de Macau atingiram um máximo histórico num ano em que a cidade recebeu mais de 40 milhões de visitantes, também um novo recorde, ultrapassando o anterior máximo de 39,4 milhões, fixado em 2019.

No entanto, quase 59% dos visitantes (23,5 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade no ano passado.

“Temos cada vez mais turistas, mas o nível de consumo está a baixar”, alertou, em 13 de maio, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai.

O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 9,5% nos primeiros nove meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2024.

A DSEC já tinha apontado a “alteração do padrão de consumo dos visitantes” como uma das principais razões para a queda de 1,3% da economia de Macau entre janeiro e março.

Foi a primeira vez que o Produto Interno Bruto do território encolheu, em termos homólogos, desde o final de 2022, quando a região começou a levantar as restrições devido à pandemia de covid-19.

 

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