
Mocuba, Moçambique, 22 jul 2025 (Lusa) — O diretor do hospital rural de Mocuba, na Zambézia, centro de Moçambique, alertou hoje para um “grande impacto” na vida dos pacientes após o desaparecimento, em circunstâncias não esclarecidas, de uma máquina de hemograma.
“Nós estamos a falar de um aparelho que faz análise de rotina. Nós queremos fazer uma operação, precisamos saber o nÃvel de hemograma. O nÃvel da infeção com que o doente está nesse momento. E, na verdade, o impacto vai ser maior”, disse o diretor do hospital rural de Mocuba, Adelino Sabonete.
O aparelho de hemograma em alusão servia a população de pelo menos cinco distritos da região norte da provÃncia da Zambézia, e estava no laboratório até a última sexta-feira, mas desapareceu entre a noite desse dia e a madrugada de sábado, contou o diretor.
“O aparelho estava aqui, coberto de um lençol, porque quando é assim só para proteger, um bocado de poeira. O bioquÃmico, o processador, esses computadores, o microscópio e outros aparelhos também estão aqui. E ele foi simplesmente pegar [o aparelho], parece uma coisa intencional”, disse.
O diretor do hospital contou que o desaparecimento do aparelho de hemograma foi notado entre as 19:00 (menos uma hora de Lisboa) de sexta-feira e as 07:00 de sábado. A investigação sobre o ocorrido só começou ao final da manhã de sábado, depois de se constatar o “estado de embriaguez” do empregado responsável pelo mesmo, que se ausentou durante a noite.
“Fomos participar à polÃcia, levamos o jovem para lá, o funcionário”, referiu o diretor.
Mocuba fica na provÃncia da Zambézia, uma das mais populosas de Moçambique, e consequentemente, enfrenta necessidades sanitárias elevadas. A grande densidade populacional, aliada a desafios geográficos e de infraestruturas, contribui para a complexidade da prestação de serviços de saúde na região.
O paÃs tem um total de 1.778 unidades de saúde, 107 das quais são postos de saúde, três são hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete são gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais, segundo últimos dados do Ministério da Saúde.
RYR // JMC
Lusa/Fim



