
Lisboa, 28 mar 2026 (Lusa) — Mais de 100 municÃpios portugueses aderem hoje à “Hora do Planeta”, apagando ou diminuindo a iluminação de edifÃcios públicos durante uma hora, um “apagão” pela natureza, nacional, mas também mundial.
A “Hora do Planeta”, que consiste em desligar simbolicamente as luzes durante uma hora (20:30-21:30), acontece anualmente no último sábado de março e é hoje a maior mobilização do mundo relacionada com a perda acelerada da natureza e com a necessidade de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE).
A iniciativa, hoje mundial, é uma criação da organização ambientalista internacional “World Wide Fund for Nature”, WWF.
Na noite 31 de março de 2007 em Sidney, na Austrália, 2,2 milhões de pessoas e mais de duas mil empresas apagaram as luzes durante uma hora, um gesto simbólico que hoje envolve milhões de pessoas, empresas, instituições e governos de todos os continentes.
A efeméride é assinalada em mais de 190 paÃses e territórios e une 90% da população, assinalando um compromisso coletivo de proteção da natureza e de combate à s alterações climáticas.
Em Portugal, quando se assinalam 20 anos da “Hora do Planeta”, mais de uma centena de municÃpios vai aderir ao “apagão”, indicam as contas da organização nacional, a WWF Portugal.
Segundo a diretora da associação, Ângela Morgado, “de norte a sul de Portugal, municÃpios e outras entidades públicas vão aderir com iniciativas locais e com o apagar de luzes de monumentos e edifÃcios emblemáticos, reforçando o caráter coletivo desta ação”.
Além das autarquias, a iniciativa tem o apoio e participação de empresas e monumentos como a Torre de Belém, o Castelo de São Jorge, as pontes 25 de Abril e do Freixo, ou o Mosteiro dos Jerónimos, entre outros, além de variadas estações ferroviárias, também terão as luzes desligadas a partir das 20:30 de sábado.
Em Lisboa, no centro comercial Colombo (que vai diminuir as luzes na praça central), a WWF Portugal organizou uma exposição fotográfica (até 3 de abril) mostrando que “quando milhões de pessoas desligam as luzes ao mesmo tempo, não é apenas um gesto simbólico: é um ato coletivo de esperança, em diálogo com a beleza e a resiliência da natureza”.
Também a agência Lusa se associa à iniciativa e, à semelhança do ano passado, vai aderir a este evento desligando as luzes do edifÃcio sede, as luzes do parque de estacionamento e o logótipo.
Ao longo da tarde de hoje, a organização também promove sessões educativas pensadas para envolver famÃlias e reforçar a ligação entre pequenos gestos do quotidiano e o impacto positivo que cada pessoa pode ter na natureza.
A WWF salienta que a proteção do planeta começa muitas vezes em casa, criando por exemplo espaços mais amigos da biodiversidade ou mesmo a aprender a conhecer os desafios e as soluções associadas ao restauro da natureza.
Ângela Morgado recorda que Portugal viveu recentemente semanas marcadas por “tempestades extremas, reflexo de um novo normal climático que a ciência já confirma”, sendo nesse contexto que a “Hora do Planeta” ganha ainda mais força.
“Hoje, mais do que nunca, precisamos de reconhecer esta nova realidade e transformar essa consciência em ação — investindo na prevenção, na adaptação e na proteção da natureza, a nossa melhor aliada para reduzir os impactos destes eventos cada vez mais intensos”, diz a diretora executiva da WWF Portugal.
A WWF é uma das maiores e mais respeitadas organizações independentes de conservação do mundo, com mais de cinco milhões de apoiantes e uma rede global ativa em mais de 100 paÃses.
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