
Beirute, 12 out 2024 (Lusa) – O grupo xiita libanês Hezbollah declarou que, durante a madrugada de hoje, os seus combatentes realizaram oito ataques com projéteis e mÃsseis contra tropas israelitas.
O movimento libanês indicou, através de vários comunicados, que os seus combatentes lançaram durante a madrugada de hoje uma série de projéteis contra “concentrações de soldados” e posições do “inimigo israelita” em Kfar Giladi, Honin, Al-Jardah, Zarit e Melia.
Os “‘mujahideen’ [combatentes] da Resistência Islâmica” atacaram também com mÃsseis “uma escavadora militar sionista que tentava abandonar as proximidades do sÃtio de Ramya”, referiu o grupo xiita.
Outro ataque com uma série de mÃsseis teve como alvo “uma fábrica de materiais explosivos” numa base militar em Haifa, no norte de Israel, assegurou o Hezbollah, reiterando que estes lançamentos são “em apoio ao povo palestiniano em Gaza e em defesa do LÃbano e do seu povo”.
Entretanto, os ataques aéreos israelitas continuam contra cidades no sul do LÃbano, onde um edifÃcio de três andares “foi completamente destruÃdo” em Kawthariya al-Siyad, em Tiro, segundo a agência nacional de notÃcias libanesa NNA, que não reportou vÃtimas.
Israel e o Hezbollah enfrentam-se há um ano numa divisão, um confronto que nas últimas semanas atingiu outro nÃvel com uma intensa campanha de bombardeamentos israelitas contra o LÃbano, incluindo Beirute, que já provocou mais de 2.200 mortos e 1,2 milhões de deslocados.
O Irão instou a ONU a condenar o ataque israelita a um hospital de campanha do Crescente Vermelho iraniano, na fronteira entre o LÃbano e a SÃria, na quarta-feira, classificando-o como uma “crime de guerra”.
“A República Islâmica do Irão solicita ao Conselho de Segurança que condene da forma mais forte possÃvel este crime hediondo”, afirmou o embaixador permanente iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, segundo a agência de notÃcias IRNA.
“O Conselho de Segurança deve cumprir o seu dever de proteger os civis, os trabalhadores de ajuda humanitária e as instalações médicas”, disse Iravani, que classificou o ataque ao hospital de campanha como uma “clara violação do direito humanitário internacional” e um “crime de guerra indiscutÃvel”.
O embaixador do Irão na ONU disse que esta instalação humanitária iraniana foi estabelecida na fronteira entre o LÃbano e a SÃria, depois de informar a Cruz Vermelha Internacional, “a fim de prestar ajuda vital aos civis libaneses deslocados e à s vÃtimas dos bombardeamentos israelitas”.
O Irão é um dos principais aliados do Hezbollah e lidera também o chamado Eixo da Resistência, uma aliança anti-Israel formada pela milÃcia libanesa, pelo grupo islamita palestiniano Hamas e pelos rebeldes Huthis do Iémen, entre outros.
CSR // ACL
Lusa/Fim



