Hezbollah está numa “situação muito difícil” – exército israelita

Jerusalém, Israel, 21 jun 2026 (Lusa) — O chefe do Estado-Maior do Exército israelita, Eyal Zamir, afirmou hoje que o movimento xitta Hezbollah está numa “situação muito difícil”, durante uma visita a tropas destacadas no sul do Líbano.

“O Hezbollah sofreu um golpe severo e significativo” e “está numa situação muito difícil”, disse o tenente-general Eyal Zamir, citado num comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI).

O responsável militar afirmou que o exército estava pronto “para continuar as operações para impedir a reconstrução” do movimento libanês apoiado pelo Irão.

As forças israelitas no sul do Líbano têm prosseguido a ofensiva, apesar de ter sido declarado um cessar-fogo no sábado, alegando estar a responder a ataques do Hezbollah.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 120 pessoas morreram em ataques israelitas nas últimas 48 horas.

O ministro da Defesa israelita afirmou que as forças armadas vão manter-se “na zona de segurança do Líbano” e operam “sem restrições”, depois de Teerão ter considerado prioritário o conflito entre Israel e Hezbollah nas conversações com os Estados Unidos em curso na Suíça.

Segundo o ministro da Defesa, “todas as conquistas das FDI na campanha no Líbano estão a ser mantidas”.

Israel Katz insistiu que as forças israelitas “não se vão retirar da zona de segurança no Líbano”, como tem afirmado o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

O cessar-fogo no Líbano está previsto no memorando de entendimento assinado na quarta-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian.

O Irão declarou que a situação no Líbano ia ser o principal tema das conversações com os Estados Unidos a decorrer na Suíça, com a mediação do Paquistão e do Qatar.

O ministro dos Negócios estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, e o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, que tem encabeçado as negociações, do lado de Teerão, bem como o vice-presidente dos EUA, JD Vance, participaram no encontro na cidade suíça de Bürgenstock.

O exército israelita anunciou no sábado à noite que estava a encerrar as “operações proativas” no país, um dia depois de os EUA terem anunciado um novo cessar-fogo, uma vez que o anterior, em vigor desde 17 de abril, nunca tinha sido respeitado.

O Irão considera os ataques israelitas no Líbano uma violação de uma cláusula do tratado e da responsabilidade dos Estados Unidos.

Em retaliação, no sábado, as forças armadas iranianas anunciaram que estavam “a encerrar” novamente o estreito de Ormuz, uma via navegável crucial por onde transitavam cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra iniciada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos.

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