
Cidade de Gaza, Palestina, 28 out 2025 (Lusa) — O grupo islamita palestiniano Hamas negou a autoria de um ataque contra militares israelitas na Faixa de Gaza e reiterou o compromisso com o cessar-fogo no território, que hoje foi bombardeado por Israel.
Num comunicado publicado na rede social Telegram, o Hamas considerou a resposta militar de Israel a um alegado ataque contra as suas forças em Rafah, no sul do enclave palestiniano, como uma “violação flagrante” do acordo de cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro.
“O Hamas afirma não ter qualquer ligação com o tiroteio em Rafah e reafirma o seu compromisso com o acordo de cessar-fogo”, declarou o grupo que controla as autoridades na Faixa de Gaza.
Em resposta ao suposto ataque, as forças israelitas lançaram ataques na região de Rafah, sob a mesma acusação de que a trégua tinha sido quebrada, a segunda no mesmo dia dirigida por Telavive contra o Hamas, após um incidente relacionado com a entrega do corpo de um refém na segunda-feira à noite.
De acordo com as autoridades israelitas, os restos mortais devolvidos pelo Hamas pertenciam a um antigo refém já recuperado e sepultado há quase dois anos e não a um dos 13 corpos ainda por entregar.
No seguimento deste caso, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, convocou responsáveis do setor da segurança e ordenou “fortes ataques” de imediato na Faixa de Gaza, que segundo as autoridades do território, já provocaram pelo menos nove mortos e 12 feridos.
No seu comunicado, o Hamas acusou Israel de uma série de violações da trégua nos últimos dias, incluindo ataques que causaram mortos e feridos, bem como o encerramento da passagem de Rafah entre o enclave palestiniano e o Egito.
Para o grupo islamita, as ações de Israel confirmam a sua “insistência em violar os termos do acordo e tentar sabotá-lo”.
O Hamas instou os mediadores internacionais — Egito, Qatar e Estados Unidos — a tomarem medidas imediatas para pressionar Israel, travar a sua “escalada brutal contra a população civil” na Faixa de Gaza e responsabilizar as autoridades de Telavive.
HB // SCA
Lusa/Fim
