
Gaza, 25 ago 2025 (Lusa) – O movimento islamita palestiniano Hamas acusou hoje Israel de atacar deliberadamente médicos e jornalistas ao bombardear um hospital e denunciou um novo crime de guerra que se soma a “uma história sangrenta de massacres”.
O Hamas afirmou que estes ataques demonstram “o desprezo” do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e do “governo terrorista” que lidera pelo Direito internacional, disse num comunicado citado pela agência de notÃcias Europa Press.
Com este “novo massacre”, as forças israelitas pretendem intimidar os jornalistas para que não relatem a “limpeza étnica” e a crise humanitária em que o enclave palestiniano está mergulhado, acrescentou o Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007.
No comunicado, divulgado pelo portal Filastin, o grupo acusou Netanyahu de aplicar “uma polÃtica de fome sistemática” na Faixa de Gaza.
Na sexta-feira, a ONU declarou a fome na provÃncia de Gaza, a primeira vez no Médio Oriente, e alertou que a situação deverá alargar-se à s provÃncias de Deir el-Balah (centro) e Khan Yunis (sul) até ao final de setembro.
A situação de fome em Gaza e nas cidades vizinhas afeta mais de meio milhão de pessoas, de acordo com a ONU.
O Hamas instou a comunidade internacional a tomar medidas “medidas imediatas” para parar o “genocÃdio sistemático” e garantir uma “ajuda urgente” à população de Gaza.
O movimento islamita, considerado terrorista pelos Estados Unidos, UE e vários outros paÃses, apelou à responsabilidade especÃfica dos lÃderes dos paÃses árabes e muçulmanos.
Pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas, morreram em dois ataques israelitas contra o hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, indicou a organização Defesa Civil palestiniana.
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