
Comprar casa no Canadá tornou-se um desafio, mesmo para quem tem rendimentos elevados.
Nas principais cidades, o preço médio ultrapassa os 673 mil dólares, segundo dados da associação imobiliária canadiana. Em Toronto, o valor médio supera 1 milhão de dólares e, em Vancouver, ronda 1,2 milhões.
Com estes valores, a entrada mínima pode ultrapassar os 95 mil dólares, um montante difícil de acumular para quem suporta rendas elevadas, alimentação e impostos.
Há quem recorde que, há cerca de 20 anos, uma família com rendimentos na ordem dos 115 mil dólares anuais ainda conseguia aceder à compra de casa em várias zonas de Ontário. Hoje, essa realidade desapareceu praticamente.
Um estudo da Universidade de Ottawa indica ainda que, desde 2004, os preços das casas novas subiram cerca de 265 por cento, enquanto os rendimentos das famílias jovens aumentaram apenas 76 por cento. A diferença agrava o afastamento entre salários e habitação.
O problema já não se limita a Toronto e Vancouver. Cidades como Calgary, Ottawa e Montreal enfrentam também maior pressão no mercado imobiliário, com dificuldades acrescidas no acesso à compra de casa.
Perante este cenário, muitos compradores recorrem a apoio financeiro familiar ou procuram habitação em zonas mais afastadas dos grandes centros urbanos, onde os preços continuam mais acessíveis.
A crise da habitação no Canadá intensifica o debate sobre salários, oferta de casas e construção de nova habitação, com impacto direto na capacidade da classe média aceder à propriedade.
