
O Governo federal anunciou, a 24 de outubro, a redução das metas de imigração para os próximos três anos, com uma diminuição de 21% no número de novos residentes permanentes já no próximo ano, o que, segundo alguns especialistas, terá impacto na acessibilidade da habitação já a partir do próximo ano.
Alguns economistas afirmaram que o impacto destes cortes será significativo na economia de forma abrangente, desde a inflação das rendas e da habitação até aos gastos dos consumidores nos próximos anos, embora os preços das casas possam ser afetados por uma série de fatores, incluindo as regras de crédito à habitação e as taxas de juro.
Afirmaram também que, nos últimos anos, tem havido um desfasamento entre a oferta de habitação e o excesso de procura, e que os inquilinos e futuros proprietários poderão começar a sentir o impacto já no próximo ano. Acrescentaram que, em muitos mercados, os condomínios e os imóveis para arrendamento com fins específicos atualmente em construção chegarão ao mercado no próximo ano, num contexto de crescimento populacional mais lento.
Os economistas referiram que o maior impacto imediato da redução de residentes temporários será sentido no mercado de arrendamento, com um relatório da Desjardins a afirmar que o Canadá tem de equilibrar este objetivo com as suas necessidades de mão de obra a longo prazo.
Especialistas em investigação de habitação também afirmaram que o Canadá precisa de utilizar os próximos três anos para reforçar a oferta habitacional, especialmente para as pessoas com maiores necessidades de habitação, como os idosos, estudantes e recém-chegados.
No entanto, advertiram contra a possibilidade de culpar inteiramente a imigração pela crise da habitação no Canadá, uma opinião com a qual os economistas também concordaram.



