
Beirute, 31 dez 2023 (Lusa) — Pelo menos 4.360 pessoas, entre as quais quase 1.900 civis, morreram este ano na guerra na SÃria, que se arrasta desde 2011, anunciou hoje o Observatório SÃrio dos Direitos Humanos (OSDH).
No ano passado, o Observatório apresentou um balanço de 3.825 mortos, o mais baixo desde o inÃcio do conflito no paÃs.
Entre as vÃtimas de 2023, há 1.889 civis, dos quais 241 mulheres e 307 crianças, segundo a ONG britânica, que dispõe de uma rede de fontes na SÃria.
Após vários anos de combate, bombardeamentos mortÃferos e devastadores, na sequência da repressão brutal das manifestações antigovernamentais pelo regime em 2011, os confrontos diminuÃram nos últimos anos.
Além dos ataques jihadistas, registam-se combates esporádicos ocasionais, principalmente no leste do paÃs.
O conflito na SÃria já custou mais de meio milhão de vidas desde 2011, com várias potências e atores envolvidos.
O regime de Bashar al-Assad recuperou o controlo de uma grande parte do território com o apoio dos seus aliados russos e iranianos, mas as forças curdas sÃrias controlam grandes áreas do norte e do nordeste.
Cerca de metade da provÃncia de Idlib, no noroeste do paÃs, e as zonas que fazem fronteira com as provÃncias vizinhas de Hama, Alepo e Latakia são dominadas pelo grupo jihadista Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) e por fações rebeldes, apoiadas em diferentes graus pela Turquia.
A região de Idlib está sujeita a um cessar-fogo negociado pela Rússia e pela Turquia, após uma ofensiva do regime em março de 2020, mas que foi violado em várias ocasiões.
No leste da SÃria, 25 combatentes com ligações ao Irão foram mortos, no sábado, por ataques aéreos “provavelmente israelitas”, afirmou o Observatório SÃrio dos Direitos Humanos, revendo em alta o número anterior de 23 mortos.
De acordo com a mesma fonte, entre os mortos estão cinco sÃrios, seis iraquianos, quatro membros do Hezbollah libanês e dez outros combatentes não-sÃrios.
Israel intensificou os seus ataques na SÃria desde o ataque do movimento palestiniano Hamas no seu território, a 07 de outubro, mas raramente reivindica a responsabilidade pelos mesmos.
Em várias ocasiões afirmou que não permitiria que o seu inimigo declarado, o Irão, alargasse a sua presença na SÃria, designadamente através de milÃcias ou de grupos armados como o Hezbollah.
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