
Caracas, 12 fev 2020 (Lusa) – O presidente do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, anunciou hoje que estão a ser preparadas novas medidas internacionais de pressão contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro e sanções contra os que apoiem o regime.
“Vão ver um povo nas ruas, organizado, unificado, manifestando-se e não apenas com protestos. A escalada de pressão vai chegar até ao nÃvel que tiver de ser”, disse.
Juan Guaidó falava aos jornalistas, em Caracas, à margem de uma sessão da Assembleia Nacional (parlamento, onde a oposição detém a maioria), que teve lugar numa rua do centro de Caracas e assinalou o Dia da Juventude.
Segundo Guaidó estão a ser articuladas “ações concretas” com distintos paÃses do mundo. Nada nos deterá. Veremos também o aumento das pressões diplomáticas contra os criminosos financeiros de Nicolás Maduro”, frisou.
O lÃder opositor precisou ainda que “tristemente” a situação na Venezuela “não dá para mais” (…), “não pela situação polÃtica, que já atingiu nÃveis insuspeitos, mas sobretudo pela situação humana”.
Por outro lado, ao ser questionado sobre recentes declarações do presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, que se referiu a Juan Guaidó como “lÃder da oposição” e não como “presidente interino” da Venezuela, recordou que há mais de 50 paÃses que o apoiam.
“Pedro Sánchez foi o primeiro que me reconheceu como Presidente (interino) e há poucos minutos o partido que representa ratificou (o seu reconhecimento) através de uma mensagem na rede social Twitter”, explicou.
Guaidó anunciou que prevê realizar uma conferência de imprensa, sexta-feira, para apresentar os resultados do périplo de 23 dias que realizou pelo estrangeiro, e que incluiu a Colômbia, Bélgica, Canadá, Estados Unidos de América, SuÃça, Inglaterra e Espanha, e que terminou esta terça-feira com o regresso a Caracas.
Por outro lado, condenou as agressões de simpatizantes do regime, ocorridas terça-feira no Aeroporto de MaiquetÃa, contra várias jornalistas venezuelanos, que esperavam que regressasse ao paÃs.
“Quero reconhecer a valentia dos trabalhadores da imprensa, dos jornalistas, repórteres. Há que aplaudi-los de pé, agradecer-lhes o compromisso com a democracia, para que o mundo saiba o que se passa no paÃs”, disse.
A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, quando Guaidó se autoproclamou Presidente interino da Venezuela para convocar um governo de transição e eleições livres no paÃs.
Os EUA foram o primeiro de mais de 50 paÃses a apoiar Juan Guaidó, tal como Portugal, uma posição tomada no âmbito da União Europeia.
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