
Coimbra, 29 mar 2023 (Lusa) — A greve por distritos que os professores realizam entre 17 de abril e 12 de maio prevê que cada dia de luta comece à s 12:00, para retirar a possibilidade de serem requeridos serviços mÃnimos, foi hoje anunciado.
“A greve terá inÃcio à s 12:00, prolongando-se até ao final do dia. A hora de inÃcio da greve tem por objetivo retirar a possibilidade de serem requeridos serviços mÃnimos, sob pena, se isso acontecer, de a greve ser inviabilizada, o que seria atentatório e violador do direito à greve”, afirmou hoje o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, que falava numa conferência de imprensa na Praça da República, em Coimbra.
A greve é convocada por nove organizações: Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), Fenprof, Federação Nacional de Educação (FNE), Pró-Ordem, o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados (SEPLEU), Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) e Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).
“Em cada distrito, à s 12:00, estejam os professores a desenvolver que atividade for, ela será interrompida e os professores entrarão em greve e as escolas deixarão de desenvolver toda e qualquer atividade a essa hora e pelo resto do dia”, vincou Mário Nogueira.
Segundo o dirigente sindical, esta opção também procura “aliviar” os custos financeiros que os professores têm tido com a luta, sem “fazer baixar a dimensão do protesto e da luta”.
A greve arranca a 17 de abril no Porto e termina a 12 de maio em Lisboa, percorrendo, pelo meio, todos os distritos do paÃs por ordem alfabética inversa (de Viseu a Aveiro), informou.
Em todos os distritos, os professores serão convocados para se concentrarem num local e, eventualmente, desfilarem para outro, como será o caso de Coimbra, em 04 de maio, em que os docentes vão desfilar da Praça da República até à representação do Ministério da Educação na cidade.
Também para evitar a requisição de serviços mÃnimos pelo Ministério da Educação, como já aconteceu no passado, em vez de haver um pré-aviso de greve para os 18 dias úteis, cada uma das nove organizações irá apresentar um pré-aviso de greve para cada um dos dias de luta.
Nesse sentido, haverá “162 avisos prévios de greve”, salientou Mário Nogueira.
Durante a conferência de imprensa, o secretário-geral da Fenprof confirmou a manutenção da greve nacional a 06 de junho, mesmo depois de a tutela ter mudado a data das provas de aferição para aquele dia.
“Sendo provas sem qualquer incidência na avaliação dos alunos e que podem ser recalendarizadas, não há lugar a serviços mÃnimos”, fundamentou o dirigente sindical.
Também nesse dia, haverá uma “grande manifestação nacional”, que irá decorrer em Lisboa e no Porto.
Por agora, as organizações sindicais mantêm a realização da greve à s avaliações finais, que está dependente “da vontade do Governo” em negociar.
Nos dias 25 de Abril e 1.º de Maio, as organizações apelam aos professores para marcarem presença nas iniciativas que decorram no paÃs nesses dias, tendo também ficado decidido levar as exigências dos professores até à s comemorações do Dia de Portugal, 10 de junho, a ter lugar em Peso da Régua, assim como na abertura das Jornadas Mundiais da Juventude, a 01 de agosto, em Lisboa.
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