
Funchal, Madeira, 26 ago 2022 (Lusa) — A greve dos trabalhadores da empresa de assistência em terra Portway não está a afetar a operação no Aeroporto Internacional da Madeira, mas o sindicato do setor refere que tal decorre da requisição de serviços mÃnimos e subcontratação de funcionários.
“É muito cedo, ainda não tenho dados sobre a adesão à greve”, disse à agência Lusa Sérvio Araújo, dirigente regional do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), que convocou a paralisação nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, com inÃcio à s 00:00 de hoje e fim à s 24:00 de domingo.
O sindicalista referiu que os serviços mÃnimos estão garantidos e disse ter indicações de que a empresa está a recorrer a trabalhadores subcontratados, remetendo para “mais tarde” a apresentação de números concretos sobre a adesão à greve.
Dos cerca de 120 trabalhadores do quadro da Portway na Madeira, metade são associados do SINTAC, conforme indicou Sérgio Araújo, adiantando que a empresa dispõe também de cerca de 130 funcionários subcontratados.
De acordo com a informação disponÃvel no ‘site’ da ANA — Aeroportos de Portugal, todos os voos programados para o Aeroporto Internacional da Madeira até à s 10:00 — oito chegadas e cinco partidas — foram efetuados.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil convocou a greve na empresa de assistência em terra Portway contra a polÃtica de “confronto e desvalorização dos trabalhadores por via de consecutivos incumprimentos do Acordo de Empresa, confrontação disciplinar, ausência de atualizações salariais, deturpação das avaliações de desempenho que evitam as progressões salariais e má-fé nas negociações”, indicou em comunicado.
O SINTAC quer ainda o pagamento de feriados a 100% a todos os trabalhadores e atualizações salariais imediatas, que tenham em conta a inflação.
Na sequência do aviso de paralisação, a ANA — Aeroportos de Portugal e a Portway alertaram, na quinta-feira, para possÃveis perturbações em 22 companhias aéreas que operam nos aeroportos nacionais.
As companhias em causa são a Aegean, Air Canada, Air Transat, American Airlines, Blue Air, Brussels, Cabo Verde Airlines, Easyjet, Euroatlantic, European Air Transport, Eurowings, Finnair, Flyone, Latam, Luxair, Swiftair, Transavia, Transavia France, Tunisair, Turkish Airlines, Volotea e Wizzair.
Estas empresas recorrem aos serviços da Portway, sendo que existe outra empresa de ‘handling’ em Portugal, a Groundforce.
DC (ALYN/MPE) // JNM
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