
Lisboa, 13 mar 2023 (Lusa) — A CP suprimiu 59 comboios dos 253 programados entre as 00:00 e as 08:00 de hoje devido à greve dos maquinistas da transportadora, segundo um balanço enviado pela empresa à Lusa.
Dos 253 comboios programados entre as 00:00 e as 08:00 foram realizados 194 e suprimidos 59.
A CP – Comboios de Portugal indica que estavam previstos 67 comboios regionais, mas não se fizeram 24 ligações, tendo sido realizadas 43.
Quanto aos urbanos de Lisboa, estavam previstos 113, foram suprimidos 23 e efetuados 90.
Nos urbanos do Porto, estavam programados para aquele perÃodo 54, foram realizados 47 e suprimidos sete.
No que diz respeito aos comboios de longo curso, estavam previstos 11, foi suprimido um e realizados 10.
A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) contra a última proposta de aumentos salariais de 51 euros, que representa uma progressão média na carreira de 3,89%, que a estrutura sindical considera “claramente inaceitáveis”.
Os trabalhadores iniciaram a greve à prestação de todo e qualquer trabalho das categorias representadas pelo SMAQ, desde as últimas horas de quinta-feira e até às primeiras horas de sábado.
Desde as 00:00 de sábado e até à s 23:59 da próxima sexta-feira (dia 17), os trabalhadores cumprem uma “greve à prestação de trabalho a todos os perÃodos normais de trabalho diários que tenham a duração prevista superior a sete horas e 30 minutos, para as categorias Maquinista ou Maquinista Técnico”.
Segundo o sindicato, desde as 00:00 de sábado e até à s 23:59 de sexta-feira, fazem “greve à prestação de trabalho a todos os perÃodos normais de trabalho diário que impliquem entradas e/ou saÃdas na sede entre as 00:00 e as 06:00, para as de Maquinista ou Maquinista Técnico”, e, entre as 00:00 de terça-feira e as 23:59 de sexta-feira, “greve a todos os perÃodos normais de trabalho que tenham a duração prevista superior a seis horas, para as categorias Inspetor de Tração ou Inspetor Chefe de Tração”.
O tribunal arbitral decretou serviços mÃnimos de cerca de 30% a nÃvel nacional, bem como no que seja necessário à segurança e manutenção do equipamento e instalações e de serviços de emergência e comboios de socorro.
Em fevereiro, as greves convocadas por vários sindicatos da CP levaram à supressão de centenas de comboios por dia.
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