
O regresso obrigatório ao trabalho presencial começa a consolidar-se no Canadá a partir de 2026, abrangendo trabalhadores do sector público e privado, com efeitos diferentes consoante a região e as funções desempenhadas. Após um perÃodo prolongado de maior flexibilidade iniciado durante a pandemia, estas alterações representam uma reorganização das formas de trabalho. Para além de mudarem as rotinas diárias dos profissionais, têm também impacto na dinâmica dos centros urbanos, influenciando o uso dos transportes e a atividade comercial nas zonas próximas dos locais de trabalho.
Algumas provÃncias avançaram, como Ontário onde os funcionários do governo provincial começam a trabalhar no escritório cinco dias por semana a partir de 5 de Janeiro. Outras provÃncias mantêm modelos hÃbridos ou estão ainda a rever as suas polÃticas, como Manitoba, British Columbia, New Brunswick, Newfoundland and Labrador e os Territórios do Noroeste, onde não existe, para já, uma exigência de presença diária.
Ao nÃvel federal, as decisões permanecem indefinidas. O Primeiro-ministro Mark Carney indicou que o plano para aumentar a presença nos escritórios será apresentado progressivamente, após diálogo com os sindicatos do sector público, e que as exigências poderão variar consoante as funções e a antiguidade. Atualmente, os funcionários federais trabalham pelo menos três dias por semana no escritório, enquanto os cargos executivos cumprem quatro dias.
No sector privado, algumas grandes empresas já avançaram com regras mais restritivas. Vários bancos passaram a exigir quatro dias presenciais por semana, enquanto a Amazon determinou a presença diária no escritório para o seu pessoal corporativo a partir do inÃcio de Janeiro.
A reação sindical tem sido marcada pela oposição. Organizações que representam trabalhadores provinciais e federais criticam a falta de consideração pelas realidades individuais e pelos benefÃcios do trabalho remoto.



