
Lisboa, 17 abr 2019 (Lusa) – A Associação Nacional de Revendedores de CombustÃvel (ANAREC) disse hoje que o Governo tem a “obrigação” de fazer “sentar à mesa” as partes envolvidas na greve dos motoristas de matérias perigosas, e de alargar serviços mÃnimos a todo o paÃs.
“O Governo tem efetivamente um papel importante nisto, embora possa argumentar que já fez o que tinha que fazer, nós achamos que nesta altura e perante o cenário, e a agravar-se esta situação, tem a obrigação de tentar fazer esforços no sentido de que estas duas entidades se sentem à mesa e possam resolver este assunto, porque o paÃs não vai aguentar muito mais nesta situação”, disse o presidente da ANAREC, Francisco Albuquerque, à agência Lusa.
O presidente da ANAREC pediu ainda que no caso de não ser resolvido o impasse, os serviços mÃnimos sejam alargados a todo o paÃs.
“Nós compreendemos que efetivamente o Grande Porto e a Grande Lisboa são as zonas onde há mais concentração populacional, mas não deixa também de ser verdade que o resto do paÃs está a sofrer com esta questão também”, disse Francisco Albuquerque.
Assim, a ANAREC considera “fundamental” que os serviços mÃnimos “possam abranger o território nacional na sua plenitude”.
O presidente da entidade disse ainda que não conseguiu fazer uma atualização de números de postos de combustÃvel com problemas ou em abastecimento, “porque a situação se tornou demasiado complexa para o efeito”.
No entanto, o responsável disse que se nota “um agravamento da situação, mesmo considerando importante a a obrigatoriedade do abastecimento mÃnimo”.
Francisco Albuquerque reforçou o que já tinha dito de manhã à agência Lusa, considerando o impasse “insustentável”, e que “não são apenas os serviços mÃnimos e a requisição civil que vão resolver esta questão”.
A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou à s 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional especÃfica.
Na terça-feira, gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustÃveis, provocando o caos nas vias de trânsito.
O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mÃnimos e adiantou que o abastecimento de combustÃvel está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.
Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mÃnimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mÃnimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.
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