
Lisboa, 27 set 2023 (Lusa) – A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) defendeu hoje que o Governo tem margem para melhorar a proposta de aumentos salariais para 2024, defendendo que o acordo assinado com estruturas da UGT “é um acordo de mÃnimos”.
O lÃder da Fesap, José Abraão, falava aos jornalistas no final de uma reunião com a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e com a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires, que hoje apresentaram aos sindicatos a proposta de atualização salarial para a função pública para 2024.
“Dissemos ao Governo que, perante os resultados económicos que temos hoje em cima da mesa, acreditamos que haja folga para ir mais além do que aquilo que nos propôs nesta primeira reunião”, disse José Abraão.
O Governo propôs um aumento entre 6,8% na base remuneratória e 2% no topo da carreira, valores que já estavam previstos no acordo assinado em outubro de 2022 com as estruturas sindicais da UGT, a Fesap e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).
“Vai-se cumprindo o acordo, é um acordo de mÃnimos, daà a nossa proposta. Queremos acreditar que o Governo não fique só pelos mÃnimos e inclusive valorizando as carreiras especiais”, afirmou o lÃder da Fesap.
“Queremos acreditar que se possam valorizar as carreiras gerais e as carreiras especiais”, reforçou Abraão.
A Fesap defende uma atualização salarial de 6% com um mÃnimo de 80 euros no próximo ano e uma subida do subsÃdio de alimentação dos atuais seis euros para 7,50 euros por dia, bem como a redução dos descontos para a ADSE.
DF // EA
Lusa/Fim



