
Leiria,13 mar 2026 (Lusa) — A ministra do Ambiente e Energia disse hoje que vão ser realizadas intervenções prioritárias e urgentes até maio para que a época balnear se possa iniciar dentro do previsto na Praia da Vieira, na Marinha Grande.
“Estamos a dividir o que é urgente para ser feito até ao fim de maio, para que, quando começar a época balnear, a praia esteja disponível e bem. Dividimos o nosso financiamento do litoral em três partes”, afirmou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, após uma visita à praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, no distrito de Leiria.
A governante sublinhou que é preciso garantir a “segurança das arribas, que é uma grande prioridade, e depois toda a parte de limpeza e acessos seguros à praia”, assim como repor a areia que o vento retirou da praia.
“Esse é o trabalho que vamos fazer até ao fim de maio para que as praias estejam prontas a serem usufruídas quando começar a época balnear”, reforçou Maria da Graça Carvalho.
Segundo a ministra, a intervenção no litoral vai ser financiada pelo Fundo Ambiental: “O muito, muito urgente tem de estar pronto até ao fim de maio. Depois, o acabar essas obras até ao fim do ano e as coisas mais estruturantes demoram até ao fim de 2027 ou entram por meio de 2028”, revelou.
Nessa fase, o financiamento virá através de fundos europeus, nomeadamente o Fundo de Coesão Sustentável 2030. No caso da Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, no distrito de Leiria, será efetuada uma “cooperação com o município, com o Fundo de Emergência Municipal”.
“Além de recuperar o litoral, há algumas infraestruturas, mais da concessão do município, que precisam ser recuperadas, como os apoios de praia”, esclareceu.
Maria da Graça Carvalho acrescentou que esta intervenção terá a coordenação da Estrutura de Missão, para que “esta frente do mar fique recuperada, resiliente, mais bonita e melhor do que estava”.
Nem todos os apoios de praia que sofreram prejuízos tinham seguro multirriscos e a ministra anunciou que já está a ser estudada uma solução para essas situações.
“Vai ser uma iniciativa integrada para o litoral, apoios de praia, passadiços e alguns arranjos da frente do mar”, adiantou, precisando que uma parte será assegurada pelo Ministério do Ambiente e Energia e, a outra, “nomeadamente dos apoios de praia, ou se resolve com uma extensão de concessão ou com o Fundo de Emergência Municipal”.
Maria Graça Carvalho referiu que a Agência Portuguesa do Ambiente fez o levantamento de todas as obras que são necessárias no litoral: “Temos cerca de 124 obras por fazer desde Caminha a Vila Real de Santo António. Esta [Praia da Vieira] é uma delas e é uma das mais emblemáticas e que sofreu mais com este comboio de tempestades”, constatou.
Para a governante, é preciso dar mais resiliência às praias para que elas fiquem “preparadas para as próximas tempestades, que poderão vir”.
O Governo está ainda a recorrer a especialistas de arquitetura, através da Faculdade de Arquitetura, para assegurar que a intervenção resulte numa “frente de praia mais harmoniosa”
“Esse é, no fundo, o espírito do plano português de recuperação e resiliência: resiliência e adaptar. É fazer melhor. Não será só aqui na praia, mas também vamos ver o que se passa em São Pedro de Moel [Marinha Grande] e na Praia do Pedrógão [Leiria]. É essencial para quem vive, em primeiro lugar, para os pescadores, mas também para quem visita, para o turismo e para o ambiente”, reforçou.
EYC // SSS
Lusa/fim
