Governo quer contrariar tendência de importação de tecnologia crítica com Amália

Lisboa, 01 jul 2026 (Lusa) – O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, quer contrariar a tendência de importação de tecnologia crítica e construir uma infraestrutura de Inteligência Artificial (IA) nacional disponível para utilização por todo o ecossistema.

Na sessão de apresentação do Amália, o grande modelo de linguagem (Large Language Model — LLM) português, o governante afirmou que “o Amália não é um projeto isolado, é uma peça de uma estratégia ampla de transformação digital que o Governo está a concretizar”.

“O Estado desenvolve a infraestrutura, a sociedade cria valor sobre ela, ao contrário dos modelos proprietários, cuja evolução depende exclusivamente de grandes empresas tecnológicas, o Amália constitui uma infraestrutura nacional de inovação que fica hoje disponível para todo o ecossistema”, disse o governante.

Gonçalo Matias referiu também a questão de soberania, convicto de que o modelo aberto (‘open source’) Amália representa uma solução que garante a segurança dos dados dos cidadãos, das empresas e do Estado.

“A soberania digital, porque à medida que aumentamos a digitalização da nossa economia e da nossa sociedade, é preciso garantir o controlo e a soberania sobre os dados dos nossos concidadãos que colocamos no mundo digital”, disse.

A estratégia do projeto, de acordo com o ministro, consiste em três pilares, nomeadamente a Estratégia Digital Nacional, o Pacto para as Competências Digitais e na Agenda Nacional para Inteligência Artificial, que em conjunto com o Plano Nacional de Centro de Dados e com a ‘Cloud’ Soberana Portuguesa “criam as condições para que Portugal seja um dos países europeus mais competitivos na economia digital”.

“Ao conjugarmos estas infraestruturas com a inteligência artificial, abrimos também caminho a uma nova geração de serviços públicos”, asseverou.

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