
Haia, PaÃses Baixos, 25 jun 2025 (Lusa) — O primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, anunciou hoje que Portugal vai reforçar em cerca de mil milhões de euros a verba para a área da Defesa até ao final deste ano, antecipando algumas metas da Lei de Programação Militar (LPM).
“Andará à volta de mil milhões de euros, talvez um pouco menos, de investimento direto em aquisições de equipamento, de infraestruturas, de valorização dos nossos recursos humanos, o que aponta para um esforço que só é possÃvel porque temos efetivamente as finanças públicas equilibradas e temos a disponibilidade dentro desse equilÃbrio de não necessitarmos de medidas adicionais”, salientou LuÃs Montenegro.
Em conferência de imprensa na cimeira da NATO, que termina hoje na cidade de Haia, PaÃses Baixos, o chefe do executivo português foi questionado sobre a quantia adicional necessária até ao final do ano para que o paÃs cumpra os 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares, e quais os passos concretos para atingir esta meta.
LuÃs Montenegro lembrou uma primeira valorização dos recursos humanos, decidida no ano passado e que foi incluÃda no Orçamento do Estado para 2025.
“Evidentemente que o nosso investimento nesta área está este ano de 2025 a sofrer os efeitos positivos de nós termos chegado a um conjunto de decisões que valorizam os nossos recursos humanos e dão maior capacidade de atração e retenção de meios humanos nas nossas Forças Armadas. Esse é um dos vetores”, enumerou.
Por outro lado, continuou, o paÃs tem uma Lei de Programação Militar (LPM) que tem “vários objetivos do ponto de vista do reforço das capacidades” e o Governo está “a finalizar a possibilidade de antecipar algumas das metas e priorizar alguns dos objetivos desse instrumento de planificação de investimentos”.
“A seu tempo, tão rápido quanto possÃvel, nós daremos nota das áreas especÃficas que terão um reforço de investimento tendente a poder antecipar também objetivos, nomeadamente em termos de equipamentos e mesmo em termos de infraestruturas”, acrescentou.
Montenegro reiterou que o paÃs não irá precisar de um orçamento retificativo para este efeito porque ainda estão disponÃveis verbas “no âmbito do orçamento” e do Ministério das Finanças.
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