
Maputo, 24 jan 2026 (Lusa) — O ministro dos Transportes e LogÃstica de Moçambique admite não haver condições para repor, em menos de 15 dias, a transitabilidade na N1, principal estrada do paÃs, suspensa há uma semana devido à s cheias.
“A via está intransitável e não haverá condições para garantir a reposição, pelo menos nos próximos 15 dias, primeiro porque estamos a deixar as águas baixarem e estão a avaliar as intervenções que devem ser feitas”, disse o ministro João Matlombe, durante uma visita a um dos troços da estrada Nacional 1 (N1), cuja transitabilidade está suspensa, entre as provÃncias de Maputo e Gaza, sul do paÃs.Â
Segundo o governante, outro aspeto que impossibilita que a circulação seja reposta em menos de 15 dias é que o executivo ainda está a terminar o levantamento, nos seis cortes registados ao nÃvel da N1, apesar de já decorrerem algumas intervenções nas zonas mais crÃticas.
“Como os cortes são intercalados, não nos permitem chegar à s outras secções. Então, tem que ser, mais ou menos, corte por corte, até a gente chegar à parte norte que liga com a provÃncia de Gaza”, disse. Â
Perante a situação da intransitabilidade da principal estrada que liga o sul ao resto do paÃs, o Governo vai introduzir, a partir deste sábado, cabotagem marÃtima, entre as provÃncias de Maputo e Gaza, para permitir o transporte de bens essenciais para a assistência da população.Â
“Começamos a fazer o transporte de produtos alimentares, através da cabotagem marÃtima, a partir do porto de Maputo para a provÃncia de Gaza, mas também estamos a trabalhar com a provÃncia de Inhambane para ver como é que nós podemos dar o reforço, tendo em conta que também recebe parte da alimentação a partir da provÃncia de Maputo”, disse Matlombe.
O ministro confirmou ainda que o Governo está a trabalhar numa solução alternativa ao corte da N1, há uma semana e sem previsões de reabertura, que poderá passar pelo distrito da Moamba, a 75 quilómetros de Maputo, com ligação pela N4.
As medidas surgem numa altura em que, pelo menos, 642.122 pessoas foram afetadas desde 07 de janeiro pelas cheias em Moçambique, registando-se até agora 12 mortos, segundo os dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, que apontam ainda para milhares de casas danificadas e infraestruturas destruÃdas em várias regiões do paÃs.
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