
Maputo, 15 jul 2020 (Lusa) — O Governo moçambicano quer “maior celeridade” no desembolso de apoios anunciados por parceiros internacionais para garantir que cheguem em “tempo útil” à população, face às crises que o país tem enfrentado, referiu o ministro da Agricultura.
“O país está mergulhado em crises nos últimos anos, sendo afetado por constantes calamidades naturais como a seca, os ciclones Idai e Kenneth e agora a covid-19, além da situação em Cabo Delgado. Muitos apoios foram prometidos, mas os desembolsos tardam em ter lugar”, disse Celso Correia, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, citado num comunicado do Alto Comissariado Britânico em Maputo, consultado hoje pela Lusa.
O documento diz respeito a um encontro realizado na segunda-feira na capital moçambicana entre o Alto Comissariado Britânico, os ministérios da Indústria e comércio, Agricultura e Desenvolvimento Rural e 80 empresas britânicas para discutir impactos e desafios da covid-19 e, por outro lado, as oportunidades agrícolas.
O governante falava na durante a reunião e desafiou também os parceiros internacionais e as empresas de crédito a ajustarem os seus requisitos para uma maior inclusão dos pequenos e médios produtores.
“Há desafios que são enfrentados pelos produtores, principalmente na questão de acesso a financiamento e a Banca nacional aqui representada ainda está muito longe deste grupo alvo”, referiu.
Na ocasião, o Governo moçambicano anunciou que pretende construir novas cadeias de valor para permitir que mais pessoas dependentes da agricultura possam evoluir da agricultura de subsistência para a comercial.
Carlos Mesquita, ministro da Indústria e Comércio, realçou que “tanto na agricultura como no comércio, há uma necessidade de expansão e modernização das indústrias” com maior “acesso à Internet e uma economia mais digital”.
A alta comissária britânica em Maputo, NneNne Iwuji-Eme, reforçou o compromisso “em continuar com uma parceria de benefício mútuo”, sublinhando que estão abertas “plataformas de diálogo entre o governo moçambicano e o setor privado britânico”.
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