
Maputo, 19 dez 2024 (Lusa) – O Governo moçambicano decretou hoje dois dias de luto nacional a partir de sexta-feira, após 73 mortos na sequência da passagem do ciclone Chido no centro e norte do paÃs.
Em comunicado enviado à comunicação social, o Conselho de Ministros de Moçambique indica que o luto nacional inicia-se à meia-noite (hora local, menos duas horas em Lisboa) de 20 de dezembro, em que a bandeira nacional e o pavilhão presidencial serão içados a meia-haste em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique.
O Presidente moçambicano lamentou hoje a morte de 73 pessoas e a destruição de infraestruturas, incluindo escolas, hospitais e outros edifÃcios públicos e privados e pediu “solidariedade” dos moçambicanos para com as vÃtimas.
“Vamos imediatamente priorizar o apoio na reposição de abrigos, habitações, alimentação, energia, água e distribuição de sementes para além dos outros apoios que estão a acontecer”, declarou Filipe Nyusi, na sua comunicação aos moçambicanos alusiva à quadra festiva.
 Um total de 73 pessoas morreram, uma está desaparecida e outras 543 ficaram feridas durante a passagem do ciclone Chido no norte e centro de Moçambique, indicam dados atualizados hoje pelas autoridades moçambicanas.
O ciclone Chido afetou ainda 329.510 pessoas, o correspondente a 65.282 famÃlias, nas provÃncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula, no norte, e Tete e Sofala, no centro do paÃs, refere-se no novo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) de Moçambique.
Segundo as autoridades, o mau tempo destruiu, total e parcialmente, 52.476 casas, afetou 49 unidades hospitalares, 26 casas de culto, 11 torres de telecomunicação e 34 edifÃcios públicos.
Os dados atualizados apontam ainda para um total de 35.461 alunos, 443 professores, 561 salas de aula e 139 escolas afetados, além de 338 postes de energia tombados e 454 embarcações danificadas.
 De acordo com o INGD, o ciclone tropical, que se formou em 05 de dezembro no sudoeste do oceano IndÃcio, entrou no domingo pelo distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, “com ventos que rondaram os 260 quilómetros por hora” e chuvas fortes.
O ciclone tropical intenso Chido, de escala 3 (1 a 5), atingiu a zona costeira do norte de Moçambique na noite de sábado para domingo, segundo o Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE), mas enfraqueceu para tempestade tropical severa, apesar de ter continuado a fustigar as provÃncias a norte, com “chuvas muito fortes acima de 250 mm [milÃmetros]/24 horas, acompanhada de trovoadas e ventos com rajadas muito fortes”.
Moçambique é considerado um dos paÃses mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.
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