
Pemba, Moçambique, 25 fev 2025 (Lusa) – O Governo moçambicano confirmou hoje a ocorrência de alguns “ataques esporádicos” de grupos rebeldes na provÃncia de Cabo Delgado, assegurando que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) continuam no terreno para garantir segurança à s populações.
“Estão a ocorrer ataques esporádicos, mas a indicação que temos é que as Forças de Defesa e Segurança [FDS] estão a fazer devidamente o seu trabalho e, com certeza, o que acontece é que [os supostos terroristas] dividem-se em grupos, criam outros mecanismos de assustar e aterrorizar as populações”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, respondendo a uma pergunta de jornalistas sobre a situação atual na provÃncia de Cabo Delgado, norte do paÃs.
Desde outubro de 2017, a provÃncia de Cabo Delgado, rica em gás, enfrenta uma rebelião armada com ataques reclamados por movimentos associados ao grupo extremista Estado Islâmico.
“A única notÃcia que nos preocupou nas últimas duas semanas foi no distrito de Quissanga, em que houve alguma movimentação estranha que quase pôs em causa e paralisou a assistência à s populações que têm recebido apoios do Governo e de organizações”, disse, adiantando que a paralisação ocorreu “para que se evitasse outros cenários e que a logÃstica preparada para a população fosse depois desviada para dar suporte aos terroristas”.
Um grupo de alegados terroristas armados saqueou na sexta-feira os bens da populac¸a~o na aldeia de Mandela, distrito de Muidumbe, na provÃncia moçambicana de Cabo Delgado, disseram a` Lusa fontes locais.Â
O saque de produtos alimentares, como milho, mandioca seca e feijo~es, em casas que não estavam ocupadas, aconteceu em plena luz do dia e foi descoberto por um grupo de paramilitares da Forc¸a Local, que efetua patrulhas na regia~o.
“Saquearam um pouco de tudo nas casas da populac¸a~o, como não está ningue´m”, disse uma fonte da Forc¸a Local, a partir de Mueda.
O último grande ataque deu-se em 10 e 11 de maio de 2024, na sede distrital de Macomia, com cerca de uma centena de rebeldes a saquearem a vila, provocando vários mortos e fortes combates com as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e militares ruandeses, que prestam apoio às FDS na região.
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