
Campo Maior, Portalegre, 14 dez 2022 (Lusa) — A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, afirmou hoje que “não faltará ajuda e meios” para repor os danos provocados pelo mau tempo dos últimos dias, admitindo o recurso a mecanismos de ajuda internacional.
“Não faltará ajuda e meios para repormos estes danos”, mas “não vale a pena andar a falar em dinheiro, porque ainda não sabemos o que está em causa”, realçou a governante, em declarações aos jornalistas em Campo Maior, no distrito de Portalegre.
Ana Abrunhosa, acompanhada pelo presidente do municÃpio, LuÃs Rosinha, e por outros dirigentes polÃticos, visitou a zona da vila alentejana mais afetada pela chuva forte que caiu na madrugada de terça-feira.
Depois de entrar em algumas casas que ficaram completamente inundadas com a enxurrada e de falar com moradores, a ministra justificou que quis ver os estragos provocados pela chuva nesta zona no centro de Campo Maior, conhecida como Alagoa.
“É importante ter essa perceção e perceber agora, dentro dos mecanismos de apoio, como é que podemos rapidamente apoiar as famÃlias, sempre em parceria com os municÃpios”, sublinhou a titular da pasta da Coesão Territorial.
Segundo Ana Abrunhosa, este “é o momento” para a avaliação financeira dos prejuÃzos, juntamente com as autarquias, para, “muito em breve”, serem definidos “os mecanismos” disponÃveis para conceder apoios.
“Podemos até, se os prejuÃzos atingirem um certo patamar, recorrer a nÃveis de ajuda internacional”, admitiu, insistindo que agora é preciso falar com as famÃlias e dizer-lhes que vai ser encontrada “uma solução”.
Considerando que “a urgência” é encontrar apoio para repor “o mobiliário das casas” que ficaram inundadas, a ministra reconheceu que as famÃlias desalojadas “querem regressar o mais rápido possÃvel à s suas casas, sobretudo, nesta época natalÃcia”.
“É o momento de passar palavras de tranquilidade, de que encontraremos uma solução, avaliaremos todos os prejuÃzos e de perceber os que são mais urgentes para atuarmos mais rapidamente”, reafirmou.
Ana Abrunhosa adiantou que já existe “uma metodologia” de como se faz o levantamento e a avaliação dos estragos e que, depois de esse trabalho estar concluÃdo, será decidido que tipo de recurso será acionado.
“Depois de avaliarmos, veremos se os danos são de um determinado montante e [se] temos que recorrer a ajuda internacional ou se temos que usar os instrumentos legais que nacionalmente temos”, referiu.
Questionada sobre uma possÃvel demora da chegada das ajudas à s pessoas, a ministra admitiu que “vai ser sempre muito devagar para quem precisa”, vincando que será necessário fazer uma “avaliação rigorosa”, pois, estão em causa “recursos públicos”.
“O que temos de assegurar à s famÃlias é que tudo faremos para que elas rapidamente regressem a suas casas” e, no caso dos municÃpios, “apoiar naquilo que é mais urgente”, acrescentou.
O Largo do Barata e a Rua da Lagoa, no centro de Campo Maior, ficaram alagados e várias casas foram inundadas, algumas com água até ao teto, segundo a câmara municipal, que acionou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil e indicou a existência de 20 desalojados, de sete famÃlias.
Numa estimativa inicial, o presidente do municÃpio, LuÃs Rosinha, estimou a existência de prejuÃzos na ordem dos dois milhões de euros no concelho, devido ao mau tempo, mas admitiu que esse valor possa vir a aumentar.
A chuva intensa e persistente causou, na terça-feira, centenas de ocorrências, entre alagamentos, inundações, quedas de árvores e cortes de estradas nos distritos de Lisboa, Setúbal e Portalegre.
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